- A Índia é o primeiro grande mercado a receber genéricos de semaglutida, com preço inicial a partir de US$ 14 por mês.
- A Natco Pharma planeja vender uma injeção de semaglutide por 1.290 rúpias (US$ 14) por mês no primeiro dia de liberação, com dispositivo em caneta e custo de cerca de 4.500 rúpias por mês.
- O Wegovy, da Novo Nordisk, custa a partir de 10.480 rúpias (US$ 113) na Índia, e estudios indicam que a dose inicial dos genéricos pode ficar entre 3.000 e 5.000 rúpias por mês.
- Espera-se que outras empresas fixem preços similares, e a queda de patentes pode impulsionar a concorrência e reduzir preços em mercados importantes após a expiração.
- Pelo menos doze grandes fabricantes estudam lançar genéricos de semaglutida, em um mercado de perda de peso na Índia estimado em US$ 500 milhões, com potencial de chegar a US$ 1 bilhão.
A Índia passa a ser o primeiro grande mercado a receber genéricos da semaglutida, ativo de Ozempic e Wegovy, após a expiração da patente. A chegada pode reduzir preços no curto prazo, especialmente no Brasil, China e Turquia.
A Natco Pharma planeja vender a injeção de semaglutide por cerca de 1.290 rúpias (US$ 14) por mês no primeiro dia de liberação. O dispositivo em forma de caneta deve custar por volta de 4.500 rúpias por mês, segundo documentos da empresa.
A India deve registrar forte entrada de fabricantes, com pelo menos 12 grandes farmacêuticas conforme registros da Bloomberg News. Entre elas estão Sun Pharmaceutical, Dr. Reddy’s, Lupin e outros, mirando o lançamento logo após a queda de proteção de patente.
Mercado e estratégia de preços
A Wegovy da Novo Nordisk custa a partir de 10.480 rúpias na Índia, frente a US$ 199 nos EUA para autopagamento. Estimativas indicam que o preço inicial pode ficar entre 3.000 e 5.000 rúpias por mês, conforme fontes não identificadas, dada a competição.
A expansão envolve formatos de distribuição variados, incluindo seringas pré-cheias, canetas de dose única, frascos e canetas reutilizáveis com dosagem ajustável. O objetivo é facilitar adesão e reduzir custos para pacientes.
A análise aponta a Índia como estudo de caso para futuras perdas de exclusividade da molécula. Analistas sugerem que o mercado de perda de peso pode chegar a US$ 1 bilhão com preços adequados, adoção e incentivos governamentais.
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