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Isenção de ICMS sobre diesel pode afetar serviços essenciais, diz especialista

Isenção de ICMS sobre diesel pode reduzir arrecadação estadual, afetando saúde, educação e segurança; consenso entre estados é necessário pelo Confaz

Pessoa segura bico de combustível azul encaixado em tanque metálico cilíndrico e brilhante de caminhão. Cena retrata ato de abastecimento de veículo grande em ambiente de transporte e logística.
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  • Proposta de isenção do ICMS sobre o diesel enfrenta dificuldades, pois estados teriam que compensar a perda de receita para não violar a Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • O especialista Tiago Câmara afirma que o ICMS é a principal fonte de arrecadação estadual e a desoneração poderia impactar serviços como saúde, educação e segurança pública, além do repasse aos municípios.
  • Questiona-se se a redução chegará ao consumidor final ou beneficiará apenas intermediários; alternativas diretas aos caminhoneiros podem ser mais eficazes para reduzir impactos econômicos.
  • Para reduzir o ICMS, é necessária autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e um consenso entre todos os estados.
  • Mesmo com desoneração, a medida pode ser contestada no futuro com base na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A proposta de isentar o ICMS sobre o diesel importado enfrenta entraves, segundo especialistas. Estados precisam compensar a perda de receita para não violar a Lei de Responsabilidade Fiscal. A ideia é discutida pelo Ministério da Fazenda e envolve impactos na arrecadação estadual.

De acordo com Tiago Câmara, advogado tributarista, o ICMS sobre combustíveis é a principal fonte de receita dos estados. A redução pode afetar serviços caros à população, como saúde, educação e segurança pública, além de repasses aos municípios.

Há dúvidas sobre o efeito real da desoneração: o benefício pode favorecer intermediários sem chegar ao consumidor final. Uma alternativa seria direcionar cortes aos caminhoneiros, que causam grande parte dos transportes terrestres.

Para avançar, seria necessária autorização do Confaz, com consenso entre todos os estados. Câmara ressalta que, mesmo aprovando a desoneração, os efeitos legais podem ser contestados pela Lei de Responsabilidade Fiscal nos próximos anos.

Condições para a decisão e próximos passos

Todos os estados teriam de concordar com a medida, para que a redução seja aplicada de forma uniforme. Sem esse acordo, a implementação ficaria sujeita a questionamentos legais e prazos da legislação fiscal.

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