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Patente do Ozempic no Brasil expira nesta sexta-feira

Patente da semaglutida expira e abre espaço para genéricos no Brasil, com possível redução de preços e chegada de EMS, Hypera, Eurofarma e outras

Desenvolvido inicialmente para o tratamento da diabetes tipo 2, o composto ganhou popularidade por seus efeitos no emagrecimento
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  • A patente da semaglutida, ativo do Ozempic e do Wegovy, expira na sexta-feira, 20 de março de 2026, encerrando 20 anos de exclusividade da Novo Nordisk no Brasil.
  • Com o fim da patente, outras empresas podem produzir e comercializar medicamentos à base do mesmo princípio ativo, o que pode reduzir preços. Hoje, a caneta de Ozempic custa entre R$ 999,00 e R$ 1.299,00.
  • A Novo Nordisk tentou estender o prazo por mais 12 anos na Justiça, mas perdeu. A empresa afirma estar preparada para atuar no novo contexto.
  • Empresas que já pediram registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária para produzir GLP-1 no Brasil incluem EMS, Hypera, Biomm, Eurofarma, Cimed e Eli Lilly.
  • A EMS afirma que só divulgará a data de lançamento após a aprovação da Anvisa e esclarece que os medicamentos dessa classe não são genéricos nem similares; o produto da EMS segue caminho regulatório de medicamento novo com molécula conhecida.

A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, expira nesta sexta-feira, 20 de março de 2026. A exclusividade na fabricação dos remédios usados no controle da diabetes e no emagrecimento era da Novo Nordisk há 20 anos. A saída da proteção abre espaço para bios e genéricos.

A empresa dinamarquesa tentou estender o prazo por mais 12 anos na Justiça, mas não obteve sucesso. Com o fim da patente, outras fabricantes podem produzir e comercializar medicamentos com a mesma substância no Brasil, potencialmente reduzindo preços.

Hoje, uma caneta de Ozempic varia entre R$ 999 e R$ 1.299, segundo informações do mercado. A Novo Nordisk afirmou que o encerramento da patente é uma etapa natural do ciclo de vida de inovação e que está preparada para atuar neste novo contexto.

Diversas empresas já manifestaram interesse de registro na Anvisa para fabricar GLP-1 no Brasil. Entre as candidatas estão EMS, Hypera, Biomm, Eurofarma, Cimed e Eli Lilly, as quais aguardam aprovação regulatória para o lançamento.

A EMS informou que não há definição de preço ainda, mas prometeu entrada competitiva no mercado. A empresa também esclareceu que os seus produtos não se enquadram como genéricos nem similares, seguindo caminho regulatório distinto.

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