Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bolha insustentável cresce no setor de fintechs, aponta análise

Avaliações bilionárias de fintechs privadas alimentam uma bolha impulsionada pela IA; IPOs desaceleram e o equilíbrio entre private e bolsa se abranda

Um dos fatores que pode sustentar a valorização das fintechs “vencedoras” é a habilidade dessas empresas em construir narrativas convincentes em torno da inteligência artificial
0:00
Carregando...
0:00
  • O setor de fintechs mostra divisão entre companhias que concentram crescimento e altas avaliações privadas e aquelas com dificuldades de captação ou estagnação na bolsa.
  • A Stripe, gigante de pagamentos, registrou receita líquida de US$ 6,9 bilhões em 2025 e lucro de US$ 1,2 bilhão, com avaliação de US$ 159 bilhões; a Adyen é listada e processou US$ 1,6 trilhão em pagamentos no ano anterior.
  • A diferença entre avaliações privadas e públicas é gritante: as dez maiores fintechs privadas cresceram 164% no último ano, enquanto as dez maiores listadas subiram apenas 2%.
  • IPOs de fintechs tiveram desempenho fraco recentemente; entre onze fintechs que abriram capital no ano passado, apenas três operam acima do preço do IPO.
  • A narrativa de inteligência artificial sustenta avaliações elevadas para grandes fintechs, mas permanece cética: investidores temem que IA possa tornar rivais obsoletos e esperam retorno limitado até que haja dados trimestrais confiáveis.

A indústria de fintech vive uma polarização entre empresas com rápidas avaliações bilionárias e outras que enfrentam dificuldades para captar recursos ou manter o ritmo na bolsa. O debate envolve o papel da inteligência artificial na sustentação dessas valorizações e no que seria uma possível bolha.

Entre as fintechs destacadas, a Stripe aparece como exemplo de crescimento agressivo, com operações globais que incluem pagamentos com cartões, transações em stablecoins e faturamento. Em 2025, a empresa registrou receita líquida de US$ 6,9 bilhões e lucro de US$ 1,2 bilhão, acima de 2024. A avaliação privada chegou a US$ 159 bilhões.

Essa avaliação elevada indica que investidores privados acreditam que a Stripe vale quase cinco vezes mais que a Adyen, concorrente holandesa listada em bolsa, que movimentou US$ 1,6 trilhão em pagamentos no ano anterior. A Stripe, porém, não comenta.

Subtítulo

Ao mesmo tempo, a Adyen, já listada, processou US$ 1,9 trilhão em pagamentos na comparação anual. A diferença entre private e pública alimenta o debate sobre a magnitude das avaliações no setor.

A Ramp, de cartões corporativos, também figura entre as chamadas vencedoras. Em setembro de 2025, obteve receita bruta anualizada de US$ 1 bilhão e, em novembro seguinte, uma avaliação de US$ 32 bilhões. A empresa não detalha a receita líquida, que é menor após taxas e recompensas repassadas.

A Klarna, sueca listada, tentou replicar a narrativa da IA, mas sua avaliação pública atual fica distante da de 2021, quando chegou a US$ 46 bilhões. A empresa está avaliada hoje em US$ 6 bilhões, segundo fontes de mercado, após dificuldades no período recente.

Subtítulo

Dados de mercado apontam que o valor de mercado agregado das fintechs privadas entre as dez maiores subiu 164% nos últimos 12 meses, enquanto as listadas avançaram pouco. A diferença reforça a percepção de maior prêmio no privado.

Especialistas destacam que o fluxo de capital mudou. Fundos de private equity e venture capital buscam oportunidades em empresas privadas de IA, elevando avaliações. Em contrapartida, IPOs de fintechs têm mostrado resultados mistos, com várias ações em queda desde as estreias.

A Chime, que abriu capital em 2025, viu o valor de mercado oscilar entre US$ 7 bi e US$ 11 bi nos últimos seis meses, bem abaixo do pico de IPO. Entre as fintechs que lançaram ações no ano anterior, apenas algumas permanecem acima do preço de estreia, segundo dados de mercado.

Subtítulo

Com o reconhecimento de IA como alavanca, empresas como Stripe e Ramp promovem anúncios de novas funcionalidades baseadas em IA. A Klarna também tentou adotar esse eixo, mas sua avaliação atual permanece abaixo do IPO de 2021.

O debate envolve a possibilidade de uma correção abrupta caso a narrativa de IA não se confirme. Investidores apontam que poucos nomes sustentam o impulso de ganhos nos últimos anos, e que a atração por IA pode estar concentrando o capital em poucas empresas.

Especialistas também observam que o mercado ainda vive uma fase de incerteza, com previsão de menor volume de IPOs no futuro. Mesmo assim, o interesse por tecnologia de IA segue intensificado, alimentando avaliações altas e o pedido por dados trimestrais mais transparentes.

A reportagem de Forbes destaca que o cenário atual cria um ambiente em que algumas fintechs tendem a permanecer com altos múltiplos, enquanto outras se veem pressionadas pela necessidade de justificar resultados com clareza e dados consistentes. Fonte: Forbes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais