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AIE afirma que crise energética é pior que choques do petróleo dos anos 70

A crise energética é mais grave que os choques de petróleo dos anos 70; Birol diz que abrir o Estreito de Ormuz é prioridade para estabilizar mercados globais

Imagem aérea da região próxima ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial diariamente
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  • A crise energética é considerada pela AIE mais grave do que os choques do petróleo dos anos setenta e o colapso do gás após a invasão da Ucrânia.
  • O diretor executivo Fatih Birol disse que abrir o comércio no Estreito de Ormuz é a solução mais importante para conter o problema, destacando a Ásia como a principal região afetada.
  • A AIE está em negociação com Canadá e México para aumentar a produção de petróleo e liberá-lo no mercado global; estoques devem ser usados para reduzir o impacto.
  • Ataques com mísseis iranianos interromperam exportações de gás natural liquefeito do Catar; a Austrália pode ajudar, mas não sozinha, com novas instalações de GNL previstas.
  • A AIE informou que 44 ativos de energia em nove países foram gravemente danificados e que racionamento de energia pode ser necessário por um período, afetando principalmente países mais pobres.

A crise energética global se agrava, segundo Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE). Em comunicado recente, ele afirmou que o cenário é mais grave que os choques do petróleo dos anos 1970, com impactos amplos na economia mundial.

Birol destacou que não apenas petróleo e gás, mas também setores-chave como petroquímica, fertilizantes, enxofre e hélio sofrem interrupções no comércio. Ele alertou para consequências significativas para a atividade econômica global.

O dia 23 foi marcado por declarações feitas no National Press Club da Austrália, ressaltando a necessidade de resposta coordenada para reduzir a vulnerabilidade histórica aos choques energéticos.

Ações da AIE para aliviar a crise

A AIE trabalha em negociações com Canadá e México para aumentar a produção de petróleo e liberar mais volume no mercado global. Estocagem adicional é considerada como medida de curto prazo.

Birol afirmou que há estoques disponíveis e que refinarias de diversos países estão sendo estimuladas a acelerar processos de produção. A ideia é reduzir pressões sobre os mercados sem depender apenas de uma única fonte.

A instituição ressaltou que a liberação de estoques pode acalmar mercados, mas não substitui soluções estruturais a longo prazo. O objetivo é conter impactos e evitar agravamento da inflação energética.

Impactos regionais e resposta de curto prazo

Ataques com mísseis iranianos interromperam exportações de gás natural liquefeito (GNL) do Catar. A Austrália pode atuar como fornecedor alternativo, mas não substitui plenamente a oferta regional.

Birol apontou que até nove países registraram danos significativos a ativos de energia, totalizando pelo menos 44 instalações prejudicadas. Países com menores recursos devem sofrer impactos mais agudos.

Especialistas citados pela AIE indicam que racionamentos ou medidas de conservação de energia podem ser necessários por algum tempo para manter o fornecimento estável.

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