- O Banco Paulista anunciou a contratação de Marcelo Torresi como CEO, marcando a segunda passagem dele pela instituição sob o comando de Álvaro Augusto de Freitas Vidigal, o Guti.
- Torresi comandou o Banco Paulista entre 2010 e 2012 e já foi CEO do Banco Pecúnia; atuou ainda na Azevedo & Travassos e foi conselheiro de diversas companhias abertas.
- A carteira de crédito atual do banco é de cerca de R$ 1,3 bilhão, ainda muito concentrada no middle market, e há planos para reduzir esse peso, expandindo produtos para pessoa física, como consignado e home equity.
- A estratégia envolve operar o banco e a gestora GV Atacama como uma estrutura única, com seis veículos de estruturação (FIDCs e CRIs) somando R$ 600 milhões para reciclar capital.
- O atual presidente Guti aguarda a aprovação do Banco Central para o controle do banco, mantendo expectativa de crescimento da carteira entre 20% e 25% ao ano.
O Banco Paulista anunciou a chegada de Marcelo Torresi como CEO. A decisão marca a segunda passagem dele pela instituição, agora sob a liderança de Álvaro Vidigal, conhecido como Guti. A nomeação ocorre em meio a um movimento de retomada de protagonismo do banco.
Entre 2010 e 2012, Torresi comandou a operação do Banco Paulista e da antiga corretora Socopa, que depois virou Singulare. Ele também atuou no Banco Pecúnia e, mais recentemente, passou por Azevedo & Travassos e conselhou várias empresas abertas, como o Banco Pan.
Nova linha estratégica
Guti afirmou ao Brazil Journal que escolheu um “bancário raiz” para conduzir a próxima fase. Ele quer reduzir a concentração de crédito no middle market e ampliar a penetração de produtos para pessoa física, como consignado e home equity. Hoje, a carteira do banco soma cerca de R$ 1,3 bilhão.
A aposta é estruturar a arquitetura financeira com a GV Atacama, integrando banco e gestora para reciclar capital por meio de FIDCs e CRIs. O grupo já estruturou seis veículos, com cerca de R$ 600 milhões, segundo a gestão atual.
Desafios operacionais
O foco do novo CEO será ampliar o consignado, com ênfase na correta precificação e na operação. Formalização e cobrança aparecem como pontos críticos para evitar problemas operacionais. Torresi destaca a necessidade de uma esteira bem ajustada para crescer.
Guti permanece confiante, mesmo diante de temores ligados a episódios regulatórios anteriores. O plano de crescimento da carteira varia entre 20% e 25% ao ano, mantendo o ritmo de expansão do banco. Ele prevê rapidez como diferencial competitivo.
Parcerias e controle
O dirigente também prepara uma parceria similar àquela que desenvolveu na Singulare. Depois de vender a corretora, ele consolida participação com múltiplos sócios, mantendo um espírito de meritocracia e operação ágil. A aprovação do BC é aguardada para formalizar o controle.
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