- Dara Khosrowshahi afirma que reformas do governo de Javier Milei “abriram” a Argentina, com perspectivas de crescimento; em fevereiro o Congresso aprovou mudanças na legislação trabalhista.
- A Uber planeja investir mais de US$ 500 milhões na Argentina nos próximos anos, incluindo o lançamento do Uber Eats com o negócio de mobilidade.
- No Brasil, a Uber já investiu cerca de R$ 2 bilhões desde 2018, com centro de tecnologia em São Paulo em expansão e novo centro no Rio, além de liderança global em viagens.
- A Câmara deve votar em abril de 2026 o projeto de lei que regula o trabalho de entregadores e motoristas de aplicativo; a empresa defende proteção social combinada com autonomia.
- O CEO destaca uso crescente de IA na operação (precificação, correspondência de motoristas) e fintechs no Brasil, com foco em ampliar serviços e acesso.
Dara Khosrowshahi, CEO global da Uber, afirmou que as reformas promovidas pelo governo da Argentina, liderado por Javier Milei, criaram perspectivas de crescimento econômico mais favoráveis. O comentário foi feito em fevereiro, após o Congresso argentino aprovar mudanças na legislação trabalhista.
Em entrevista exclusiva ao Poder360, Khosrowshahi sinalizou que o desempenho da Argentina tem sido “incrivelmente animador” e destacou a expectativa de avanços no uso de plataformas da empresa no país. A Uber planeja investimentos significativos na Argentina nos próximos anos.
A Uber anunciou planos de investir mais de US$ 500 milhões na Argentina, incluindo o lançamento do Uber Eats junto ao serviço de mobilidade. A empresa vê o país como um polo promissor para ampliação de operações na América do Sul.
Na visão do executivo, o Brasil permanece como marco estratégico da Uber na região. O Brasil ocupa posição de liderança em volume de viagens para a empresa, com planos de expansão de tecnologia em território nacional.
Além dos investimentos em software, a Uber mantém investimentos de R$ 2 bilhões desde 2018 no Brasil, com centros de tecnologia em São Paulo e, em construção, no Rio de Janeiro. A empresa diz buscar ampliar serviços para motoristas e restaurantes.
Khosrowshahi defende que leis de proteção social para motoristas podem coexistir com a flexibilidade de atuação. Segundo ele, o equilíbrio entre direitos e autonomia é essencial para um modelo ganha-ganha.
O CEO afirmou que a Uber tem interesse em manter o investimento no Brasil, incluindo a abertura de novos centros de tecnologia, para acompanhar o crescimento de serviços de mobilidade e entregas no país.
O executivo também mencionou que, no Brasil, a Uber trabalha com fintechs locais para ampliar serviços financeiros aos motoristas e comerciantes. O objetivo é oferecer crédito e soluções de pagamento integradas à plataforma.
Sobre o futuro da Uber, ele citou o uso crescente de inteligência artificial para precificação, correspondência entre motoristas e passageiros e atendimento ao cliente. A empresa vê IA como elemento-chave de produtividade.
Khosrowshahi revelou que a Argentina é vista como um dos mercados mais promissores, com reformas que, segundo ele, “abrem o país” e estimulam o crescimento. O aporte total previsto para a região Latin America foi reiterado.
Questionado sobre possíveis mudanças regulatórias no Brasil, o CEO pediu equilíbrio entre proteção social e autonomia dos motoristas. Ele destacou diálogo aberto com autoridades para chegar a soluções equilibradas.
Sobre o Irã, Khosrowshahi afirmou que as mortes são trágicas e criticou o regime vigente há 47 anos. Disse esperar por mudanças que permitam maior participação do país na comunidade internacional.
A entrevista completa, realizada no estúdio do Poder360, abordou ainda a trajetória da Uber desde 2017, com crescimento de faturamento e expansão de negócios de mobilidade e entregas ao redor do mundo.
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