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CSN recebe US$ 1,2 bi em empréstimo para reforçar caixa até venda de ativos

CSN recebe empréstimo de US$ 1,2 bi para ampliar liquidez até venda de ativos, com opção de aumento; recursos financiarão refinanciamento e despesas

Rendimento dos títulos da CSN sobe com aumento das pressões da dívida
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  • A CSN recebeu empréstimo de US$ 1,2 bilhão de um grupo de bancos para reforçar o caixa até venda de ativos, com possibilidade de aumento para US$ 1,4 bilhão.
  • A linha de crédito pode ser garantida por ativos designados para venda e será usada para refinanciar dívidas e pagar taxas e despesas relacionadas.
  • Os credores incluem Morgan Stanley, Citigroup, Crédit Agricole, HSBC, Banco XP, BNP Paribas, agência do Banco do Brasil em Nova York e Banco Bradesco.
  • A CSN pretende vender ativos relevantes para reduzir o endividamento; a dívida líquida ficou em 41,2 bilhões de reais no quarto trimestre, elevando a alavancagem para 3,47 vezes o EBITDA.
  • Títulos em dólar da CSN tiveram desempenho ruim entre emergentes este ano; analista aponta alívio inicial com o empréstimo, mas pede uso efetivo dos recursos e progresso na venda da unidade de cimento.

A CSN, Companhia Siderúrgica Nacional, obteve autorização de um grupo de bancos para um empréstimo de US$ 1,2 bilhão, com possibilidade de elevar para US$ 1,4 bilhão. A linha será garantida, em parte, por ativos designados para venda e visa reforçar o caixa da companhia até a conclusão de desinvestimentos. O objetivo é financiar refinanciamento de dívidas e cobrir taxas e despesas associadas.

Os credores incluem Morgan Stanley, Citigroup, Crédit Agricole, HSBC, Banco XP, BNP Paribas, a agência do Banco do Brasil em Nova York e Banco Bradesco, conforme registro regulatório. A linha pode ser acionada conforme a necessidade de liquidez da empresa durante o processo de venda de ativos.

A CSN divulgou que planeja usar os recursos para refinanciar dívidas e manter a liquidez durante o desinvestimento. Em janeiro, a empresa sinalizou a venda de ativos importantes para reduzir o endividamento elevado e fortalecer a estrutura de capital.

A dívida líquida da CSN cresceu no quarto trimestre, refletindo aumento de 11% para cerca de 41,2 bilhões de reais, elevando a alavancagem para aproximadamente 3,47 vezes o EBITDA. Os títulos da empresa, em dólares, apresentaram desempenho fraco neste ano, diante das expectativas de juros altos no Brasil.

Analistas destacam que o empréstimo pode oferecer alívio inicial ao mercado, desde que recursos sejam efetivamente utilizados e haja progresso concreto na venda da unidade de cimento. Interlocutores lembram que a empresa tinha buscado até US$ 1,5 bilhão em dívida garantida para pagar títulos vencidos.

Fontes e dados adicionais indicam que a CSN já vinha estudando operações de saída de ativos para reduzir o endividamento, com foco na melhoria da liquidez à medida que avança o plano de desinvestimento. A divulgação é baseada em dados de mercado e registros regulatórios.

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