- O dólar caiu para R$ 5,24, com mínima perto de R$ 5,21, em sessão marcada por queda de 1,29% e ganho mensal/ano distinto (março +2,08%; no ano, -4,52%).
- O Ibovespa subiu 2,25%, fechando aos 181.931 pontos, impulsionado por bancos e ações ligadas à economia doméstica; Petrobras teve alta mais contida.
- O petróleo Brent recuou 10,9% para US$ 99,94 o barril, após Trump sinalizar boa chance de acordo e possível assinatura de acordo nuclear.
- Dois petroleiros indianos atravessaram o Estreito de Ormuz, contribuindo para redução das tensões no Oriente Médio; Irã negou negociações oficiais.
- Riscos persistem com incertezas sobre cessar-fogo e tensões regionais, além de movimentos militares e restrições em Israel.
O dólar caiu para o patamar de 5,24 reais nesta segunda-feira (23), com o Ibovespa também em alta. A reversão veio após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que pode adiar ataques à infraestrutura energética iraniana. O tom mais brando elevou o apetite por ativos de risco e reduziu a aversão ao risco no mercado.
A cotação do dólar terminou o dia em 5,24 reais, com queda de 1,29% frente ao dia anterior. Na mínima do pregão, por volta das 12h, a moeda chegou a 5,21 reais. Mesmo com a queda, a inflação de março e a performance anual ainda mostram ganhos para a divisa frente ao real em parte do ano.
A bolsa brasileira reagiu bem: o Ibovespa fechou em 181.931 pontos, após alta de 2,25%. O movimento contou com valorização de ações de bancos e de firmas ligadas ao mercado interno, enquanto papeis da Petrobras subiram menos, acompanhando a queda do preço internacional do petróleo.
Petróleo despenca
O preço do petróleo Brent caiu 10,9%, fechando em 99,94 dólares por barril, o menor nível desde 16 de março. A virada ocorreu após Trump sinalizar “boa chance” de acordo com o Irã e indicar proximidade de um acordo nuclear.
Avanços e incertezas
Dois petroleiros indianos atravessaram o Estreito de Hormuz, contribuindo para acalmar tensões no curto prazo. Entretanto, autoridades iranianas negaram negociações em curso, o que moderou parte do otimismo. Analistas alertam para volatilidade contínua.
Israel mantém restrições operacionais em aeroportos, e há relatos de movimentações militares dos EUA na região. Especialistas ressaltam que o clima de incerteza persiste, com mudanças contraditórias sobre a possibilidade de cessar-fogo duradouro.
com informações da Reuters
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