- O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse à CNN que o aumento dos fertilizantes é preocupante, mas não é momento para alarmismo extremo.
- Ele explicou que a safra de verão já está sendo colhida com fertilizantes comprados em outubro, antes do início da guerra.
- A safrinha, que está sendo plantada no momento, também conta com fertilizantes à disposição, adquiridos antes do conflito.
- Fávaro citou a possibilidade de compensar com compras adicionais da Rússia e defendeu diálogo, cautela e a busca por autonomia na produção nacional.
- A principal preocupação envolve os fertilizantes nitrogenados, produzidos a partir de gás natural; em março, o preço da ureia subiu 13%.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, avaliou à CNN que o aumento recente dos preços dos fertilizantes é uma situação preocupante causada pela guerra no Oriente Médio, mas pediu evitar alarmismo extremo. A declaração ocorreu em entrevista veiculada nesta semana.
Segundo Fávaro, a safra de verão já está sendo colhida com fertilizantes comprados antes do início do conflito, em outubro. A safrinha, plantada neste momento, também dispõe de insumos adquiridos previamente, minimizando impactos de curto prazo.
O ministro ressaltou a necessidade de diálogo e cautela, considerando ainda a possibilidade de o Brasil buscar maior autonomia na produção nacional de fertilizantes. Ele citou, como alternativa, a aquisição de insumos adicionais da Rússia, caso haja necessidade.
Perspectivas e medidas
A principal preocupação envolve os fertilizantes nitrogenados, cuja cadeia de produção depende de gás natural. Em março, o preço da ureia registrou alta de cerca de 13%, segundo dados do setor.
Fávaro reforçou que as ações no momento envolvem monitoramento de preços, estudo de fontes alternativas e o fortalecimento de parcerias para manter o abastecimento estável até a próxima safra.
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