- Leonid Radvinsky, 43 anos, empresário nascido na Ucrânia e criado em Chicago, morreu; OnlyFans informou que ele “morreu em paz após uma longa batalha contra o câncer” e pediu privacidade à família.
- Ele comprou o OnlyFans em 2018 dos dois fundadores britânicos e o tornou um negócio bilionário; em 2024 a empresa registrou receita de US$ 1,4 bilhão, com mais de 377 milhões de assinantes e cerca de 4,6 milhões de criadores.
- O OnlyFans fica com 20% de todos os pagamentos pela hospedagem de conteúdo; Radvinsky formou‑se em economia pela Northwestern University, em Illinois.
- Além do OnlyFans, investiu em tecnologia por meio da Leo.com, companhia de capital de risco sediada na Flórida.
- Em 2024, reguladores britânicos defenderam investigação sobre acesso de menores a conteúdo adulto; o Ofcom multou a empresa em £ 1 milhão por falha em fornecer informações sobre verificação de idade.
Leonid Radvinsky, empresário nascido na Ucrânia e criado em Chicago, faleceu aos 43 anos. A notícia foi confirmada pela OnlyFans nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, que informou que ele morreu em paz após uma longa batalha contra o câncer e pediu privacidade para a família. Radvinsky comprou a plataforma em 2018 dos dois fundadores britânicos.
O OnlyFans, criado em 2016, opera como rede social de conteúdo pago, com criadores que publicam vídeos e fotos mediante contribuições ou assinatura mensal. A empresa ficou conhecida pelo conteúdo adulto, mas também hospeda material de culinária, fitness e outros temas. Em 2024, a plataforma registrou receita de 1,4 bilhão de dólares, com mais de 377 milhões de assinantes e cerca de 4,6 milhões de criadores ativos, retendo 20% de todas as transações.
Radvinsky estudou economia na Northwestern University, em Illinois. Além do OnlyFans, investiu em tecnologia por meio da Leo.com, empresa de capital de risco com sede na Flórida. A figura era vista como o principal responsável pelo crescimento da plataforma após a aquisição.
Investigação regulatória no Reino Unido
Em 2024, reguladores britânicos iniciaram apurações para verificar se crianças tinham acesso a pornografia no OnlyFans. A Ofcom, órgão regulador, arquivou a investigação após a empresa atribuir o problema a uma questão técnica. O regulador chegou a multar a plataforma em 1 milhão de libras por falhas na verificação de idade e na prestação de informações solicitadas.
A atuação da plataforma também já enfrentou críticas por questões de mediação de conteúdo ilegal, incluindo material envolvendo abuso sexual infantil. Em 2021, o OnlyFans anunciou planos de barrar conteúdo sexual explícito, mas a medida foi revertida poucos dias depois. A reportagem segue acompanhando desdobramentos sobre a atuação da empresa.
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