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Pais de SBF dizem que clientes da FTX não perderam dinheiro, criticam credores

Pais de Sam Bankman-Fried defendem que clientes não perderam dinheiro; FTX Recovery Trust distribui cerca de US$ 2,2 bilhões a credores na quarta rodada

Sam Bankman-Fried, fundador da FTX (Foto: Reprodução)
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  • Os pais de Sam Bankman-Fried disseram à CNN que, segundo eles, o dinheiro dos clientes sempre esteve lá e que as empresas do grupo eram lucrativas, com ativos excedentes.
  • Eles afirmam que os clientes foram ressarcidos integralmente, com juros, em entrevista durante a divulgação de uma nova etapa de pagamentos.
  • A FTX Recovery Trust planeja fazer a quarta rodada de pagamentos em 31 de março, totalizando cerca de US$ 2,2 bilhões, com algumas classes de credores chegando a 100% de recuperação e outras a 120%.
  • Crédors apontam que a recuperação real não é equivalente ao retorno original, já que os pagamentos são feitos com base no valor de ativos na data da falência (novembro de 2022), quando o Bitcoin estava em about US$ 16,8 mil.
  • A defesa dos pais de Bankman-Fried cruza questões regulatórias e políticas, citando mudanças após a crise e mencionando possíveis benefícios políticos, enquanto questões judiciais sobre o caso continuam em curso.

Os pais de Sam Bankman-Fried, fundador da FTX, defenderam a tese de que clientes não teriam perdido dinheiro, em entrevista à CNN. A manifestação ocorre enquanto o grupo prepara pagamentos aos credores, tentando reverter a narrativa de prejuízo aos clientes.

A família afirma que o dinheiro sempre esteve disponível e que as empresas do grupo eram lucrativas, com ativos excedentes significativos, segundo a entrevista. A defesa também sustenta que os clientes foram ressarcidos integralmente, com juros.

Paralelamente, a FTX Recovery Trust anunciou uma quarta rodada de pagamentos para 31 de março, estimada em cerca de 2,2 bilhões de dólares. A distribuição pode alcançar 100% para algumas classes de credores dos EUA e 120% para pequenas conveniências, conforme o plano.

No entanto, muitos credores permanecem céticos. A leitura de que ninguém perdeu dinheiro é contestada pela crítica de que os pagamentos dependem do valor dos ativos na data de falência, em novembro de 2022, quando o Bitcoin estava em torno de 16,8 mil dólares.

Contexto financeiro dos ativos

Quem tinha 1 Bitcoin na FTX não recebe exatamente 1 Bitcoin de volta, mas o valor daquele ativo congelado na quebra, acrescido de juros e percentuais previstos no plano. Como o Bitcoin atingiu valores bem superiores a 2022, a recuperação nominal não reflete a recomposição real do patrimônio em cripto.

Críticas de credores e legado regulatório

Representantes dos credores, como Sunil Kavuri, trabalham a leitura de que clientes não teriam sido plenamente ressarcidos nas mesmas condições econômicas de antes da falência. A defesa da família Bankman-Fried também aborda o legado regulatório, com afirmações de que houve prática de transferir recursos entre clientes e a Alameda Research.

Essa linha fica sob escrutínio, já que reguladores em várias jurisdições endureceram regras para operações envolvendo recursos de clientes e entidades de trading proprietárias, inclusive na União Europeia e em Hong Kong.

Implicações políticas e judiciais

A entrevista também abordou a percepção de uso de recursos para fins políticos, com críticas a ações regulatórias e ao processo criminal. A família sugere vínculo entre essas discussões e uma possível agenda de clemência, ainda que o fundador permaneça preso.

No âmbito judicial, o recurso de Sam Bankman-Fried continua pendente, e promotores já se manifestaram contra novo julgamento, classificando as alegações de viés político como infundadas. O cenário permanece com incertezas legais e decisões de credores ainda em curso.

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