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Presidente da Cemig defende modelo de corporação para a empresa

Cemig defende corporação para destravar valor, abrir capital na B3 e ampliar expansão nacional, com estado mantendo cerca de 17% e golden share

Reynaldo Passanezi, presidente da Cemig
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  • O presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi, disse que a corporação pode destravar valor e ampliar o crescimento da empresa, com a proposta em análise na ALMG e apoiada pelo governo de Minas Gerais. O Estado manteria cerca de 17% do capital, com poder de veto por meio de golden share, e a Cemig migraria para ações ordinárias na B3.
  • O modelo não é visto como privatização tradicional; depende de aval político da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
  • A liderança da Cemig afirma que a mudança pode tornar a empresa mais ágil, facilitar acesso a financiamento e ampliar fusões e aquisições.
  • Nos últimos anos, a Cemig fez desinvestimentos para reduzir presença fora de Minas, concentrando esforços no estado sob o lema “Focar em Minas e vencer”.
  • O grupo prevê o maior ciclo de investimentos de sua história, com R$ 44 bilhões entre 2026 e 2030, sendo R$ 6,7 bilhões estimados para 2026, com foco em distribuição, geração, transmissão e gás natural.

A Cemig está avaliando mudar seu formato de governança para acelerar o crescimento. O presidente Reynaldo Passanezi disse, em entrevista ao programa Alta Voltagem, da CNN Infra, que o modelo de corporação pode destravar valor para a empresa. A proposta está sob estudo na ALMG.

Segundo Passanezi, a transformação não é uma privatização tradicional. A Cemig continuaria estatal, mas migraria para ações de capital pulverizado, sem controlador definido, com a empresa integrada ao mercado da B3.

O governo de Minas Gerais apoia a ideia, que depende de aval político. Ainda não há decisão sobre a implantação, mas o executivo vê potencial de expansão nacional com a mudança de modelo.

Modelo de corporação: o que muda?

O objetivo é permitir maior agilidade e acesso a capital no setor elétrico, cada vez mais competitivo. A nova estrutura facilitaria operações de fusões e aquisições.

A governança passaria a favorecer decisões estratégicas com participação relevante do Estado. Estima-se uma participação do governo em torno de 17%, com mecanismos de veto tipo golden share.

Passanezi esclareceu que, apesar da transformação, não haveria venda do patrimônio público. A expectativa é gerar maior valor para a Cemig sem privatização tradicional.

Investimentos e expansão prevista

A Cemig está em ciclo recorde de investimentos. Entre 2026 e 2030, são esperados cerca de R$ 44 bilhões para modernizar infraestrutura e ampliar a confiabilidade do sistema.

Para 2026, o plano é investir R$ 6,7 bilhões, com foco na distribuição. Também estão previstos recursos para geração, transmissão, geração distribuída e gás natural.

A empresa busca entregar retorno sustentável e acelerar a transição energética, mantendo o foco em Minas Gerais após desinvestimentos recentes.

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