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Canetas emagrecedoras alteram consumo, reduzem gastos e pressionam setor

Canetas emagrecedoras reduzem compras em supermercados, derrubam gastos e forçam indústria a adaptar o mix para proteínas e itens saudáveis

Carrinho de compras encolhe com uso de canetas emagrecedoras
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  • Usuários de GLP‑1 com canetas emagrecedoras mudaram o padrão de compras: Maria Eduarda Oliveira da Silva e Fábio Pimentel perderam peso expressivamente, e passaram a priorizar alimentos proteicos e saudáveis; Pimentel já perdeu 44 kg em 11 meses e Maria Eduarda, 7,3 kg em um mês.
  • Em compras de dez dias, Pimentel reduziu os gastos em cerca de um terço, de R$ 954,38 para R$ 633,88, enquanto Maria Eduarda caiu de R$ 447,73 para R$ 396,89. A economia supera a queda de peso nos dois casos.
  • Dados de 12 meses até o terceiro trimestre de 2025 mostram queda de quase 5% no número de unidades de alimentos e bebidas comprados por usuários do medicamento, com 685 itens adquiridos, frente a 717 no período anterior.
  • Chocolates e refrigerantes foram as categorias mais impactadas, itens de compra por impulso com tíquete mais alto; o consumo de não usuários permaneceu estável no mesmo período.
  • Indústria e varejo já se movem para acompanhar a mudança: lançamentos de produtos proteicos, iogurte zero, refeições ricas em proteína, promoções de itens saudáveis, etiquetas com teor de proteína e serviços de nutricionista nas lojas, além de planos de abrir farmácias em redes de atacarejo.

O uso de canetas emagrecedoras tem influenciado o comportamento de consumo no Brasil. Consumidores passaram a substituir doces, guloseimas e bebidas açucaradas por opções mais saudáveis, com foco em frutas, verduras, legumes e proteínas. A supervisão médica continua presente no manejo.

Entre os envolvidos, a confeiteira Maria Eduarda Oliveira da Silva e o relações públicas Fábio Pimentel destacam a mudança no carrinho de compras após iniciarem o tratamento com GLP-1. Os dois relatam perdas expressivas de peso desde o início do uso.

Em relação ao tempo, Maria Eduarda perdeu 7,3 kg em um mês; Pimentel, 44 kg em 11 meses. Os dois reduziram gastos em compras de supermercado, segundo simulações acompanhadas pelo Estádio, com quedas percentuais maiores que as perdas de peso.

O que mudou no bolso dos consumidores

Em uma simulação de compras para dez dias, Pimentel reduziu gastos em 33,58% (de R$ 954,38 para R$ 633,88), enquanto Maria Eduarda reduziu 11,35% (de R$ 447,73 para R$ 396,89). A economia é superior à queda de peso em ambos os casos.

A pesquisa mostra que o uso das canetas impacta o volume de itens comprados. Em 12 meses até o terceiro trimestre de 2025, usuários reduziram o consumo de alimentos e bebidas em quase 5% comparado ao período anterior, segundo a Worldpanel by Numerator Latam.

Entre os itens mais afetados estão chocolates e refrigerantes, tradicionalmente comprados por impulso. Em contrapartida, não usuários do medicamento apresentaram consumo estável no mesmo período.

Indústria e varejo se ajustam

A indústria de alimentos e bebidas e o varejo acompanham a mudança de demanda. Danone, Sadia e Perdigão indicam investimentos em proteínas de alta qualidade e linhas com maior conteúdo proteico. O objetivo é atender a novas rotinas de consumo.

Marcas de laticínios lançam produtos com menos açúcar, lactose e gordura, enquanto redes de varejo promovem itens saudáveis com descontos e etiquetas de teor proteico para orientar compras. Há também investimentos em orientação nutricional dentro de lojas.

No setor varejista, redes como Hirota, Assaí, Carrefour e outras relatam ajustes de mix e expansão de áreas dedicadas a suplementos, proteínas e itens saudáveis. Projetos incluem farmácias dentro de lojas de atacarejo e salas de avaliação corporal.

Panorama e perspectivas

Especialistas apontam que a mudança é parte de uma tendência maior de saudabilidade, já em curso há anos, com queda de volume em categorias de carboidratos e aumento de proteínas. A quebra de patente de GLP-1 pode ampliar o número de usuários, ampliando o impacto no varejo.

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