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Compradores de óleo vegetal na Índia recuam em busca de alívio da alta

Compradores indianos reduzem compras de óleo vegetal, sinalizando alívio de preços após a guerra e possível contenção de ganhos da Malásia e dos EUA

Pacotes de óleo vegetal em mercado na Índia
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  • A Índia reduziu as compras de óleo de palma, óleo de soja e óleo de girassol, apostando que a alta causada pela guerra no Irã não durará e que poderá repor estoques após o fim do conflito.
  • A queda nas compras pode limitar ganhos da Malásia para óleo de palma e impactar os preços do óleo de soja dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que sustenta estoques locais e produtores nacionais.
  • No início do mês, os preços do óleo de palma atingiram o maior nível em mais de um ano, devido à expectativa de maior demanda por biodiesel com a alta do petróleo bruto.
  • A Índia, que importa cerca de dois terços de seu óleo vegetal, teve média de 1,36 milhão de toneladas por mês no ano fiscal encerrado em outubro de 2025; as importações devem cair para cerca de 1,1 milhão de toneladas em março, com palma estimada em 680 mil toneladas.
  • A produção de nova safra de colza na Índia iniciou, com expectativa de recorde, ajudando a compensar parcialmente as importações mais baixas; o petróleo de palma é comprado principalmente da Indonésia e da Malásia, enquanto óleo de soja e girassol vêm da Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia.

O mercado de óleo vegetal recebeu sinais de arrefecimento na demanda da Índia, maior importadora mundial. Refino e óleo de palma, soja e girassol tiveram recuo nas compras, com a expectativa de que a alta causada pela guerra no Irã não perdure.

As autoridades do setor indicaram que a Índia pode repor estoques após o fim do conflito, limitando ganhos para a Malásia e para o óleo de soja dos EUA. A redução de compras ocorre mesmo com o país respondendo por cerca de dois terços de suas necessidades por meio de importações.

No mês em curso, o óleo de palma atingiu pico de mais de um ano, pressionado pela relação entre preço do petróleo e demanda por biodiesel. Especialistas ressaltam que o mercado global possui estoques amplos diante da volatilidade geopolítica.

Um alto executivo de uma grande empresa importadora afirmou que não há necessidade de compras precipitadas, pois há estoques disponíveis e a expectativa é de queda de preços após o término da guerra.

Dados do comércio indicam que a Índia movimentou em 2025 cerca de 1,36 milhão de toneladas por mês, em média, no ano fiscal que terminou em outubro. A expectativa é de queda para aproximadamente 1,1 milhão de toneladas em março.

Estimativas de traders apontam que o envio de óleo de palma para março deve ficar em torno de 680 mil toneladas, frente a 847.689 toneladas de fevereiro. A correção de preços pode atrair compras pontuais, ainda que o sentimento permaneça de esperar.

Sandeep Bajoria, chefe-executivo do Sunvin Group, diz que compradores indianos ficaram à margem recentemente. A percepção é de que a guerra pode não durar muito, mantendo o mercado sob vigilância.

O óleo de palma da Malásia operava em queda de cerca de 1,7% na terça-feira, refletindo os ajustes de demanda e estoque. Os estoques recentes ajudam a sustentar a posição de compradores domésticos.

As importações da Índia mantêm um fluxo diversificado: palma de Indonésia e Malásia; soja e girassol do Brasil, Argentina, Rússia e Ucrânia. A produção de colza nacional aponta para recorde, contribuindo para compensar parte das importações menores.

O cenário atual sugere que, embora haja queda imediata nas compras indianas, as conversas sobre estoques e safras futuras mantêm o equilíbrio entre oferta e demanda global de óleos vegetais. Fonte: Reuters.

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