- Um cubano adaptou um Polski Fiat de 1980 para funcionar com carvão, diante da crise de combustível em Cuba.
- A gambiarra usa um tanque de carvão instalado em um botijão de gás convertido e um filtro feito com um galão de leite de aço inoxidável preenchido com roupas velhas.
- Em teste, o veículo percorreu 85 km, com velocidade máxima de 69 km/h, conforme a Reuters.
- O criador disse preferir gasolina, mas recorre à técnica por ser o combustível disponível e mais acessível na região.
- Cuba enfrenta apagões por falta de combustível, sem o apoio da Venezuela e sob sanções dos EUA que afetam negociações de petróleo.
Um morador de Cuba salvou um carro de 1980 de ficar sem combustível ao adaptar o veículo para rodar com carvão. O Polski Fiat polonês de 1980 passou por alterações para usar carvão como fonte de energia, conforme relato à Reuters.
O responsável pela inovação é Juan Carlos Pino, que explicou o funcionamento da gambiarra: o carvão é queimado dentro de um botijão de gás convertido e vedado com a tampa de um transformador. Um galão de leite de aço inoxidável funciona como filtro.
O carro, que se assemelha a um Fiat 147, percorreu uma viagem de 85 km, alcançando velocidade máxima de 69 km/h, de acordo com a agência. Pino diz ter aprendido a técnica com o tio mecânico, em situações de conflito que exigiram soluções por meio de geradores a gás.
Além do aspecto técnico, o invento ocorre em um contexto de crise energética em Cuba. A ilha enfrenta apagões frequentes devido à escassez de combustível para as usinas termelétricas, agravada pela saída de importação de petróleo da Venezuela e pelas sanções dos EUA.
Especialistas ouvidos pela Reuters destacam que a solução de Pino é saída improvisada para momentos de interrupção no abastecimento, sem representar, porém, uma alternativa viável a longo prazo para a matriz energética cubana.
A atual situação econômica cubana, com restrições de importação de petróleo e bloqueios econômicos, leva a adoções de medidas emergenciais para manter serviços essenciais, como luz, em função da falta de combustível importado.
Entre na conversa da comunidade