- A Equinor iniciou a perfuração no projeto Raia, no pré-sal da Bacia de Campos, com seis poços e início de operações previsto para 2028, operando com Petrobras e Repsol Sinopec Brasil.
- Raia produzirá principalmente gás e terá um FPSO com capacidade de até 126 mil barris por dia, além de um gasoduto de 200 quilômetros que leva o gás até Cabiúnas, no Rio de Janeiro.
- A campanha de perfuração ocorre após a venda da participação de setenta por cento no campo Peregrino à PRIO, com uma das transações ainda em closing.
- Paralelamente, a Equinor anunciou a compra de um projeto eólico no Rio Grande do Norte da dinamarquesa Vestas, por meio da controlada Rio Energy, com 230 megawatts de capacidade e início de produção em 2028.
- O projeto eólico deve comercializar a energia no mercado livre pelo funcionamento da Danske Commodities, com retorno esperado em dois dígitos, em meio a sinais de retomada de renováveis no país.
A Equinor iniciou a campanha de perfuração no projeto Raia, no pré-sal da Bacia de Campos, com seis poços previstos e início de operações para 2028. A operação envolve a Petrobras e a Repsol Sinopec Brasil, com a empresa atuando como operadora. O foco da produção será principal gás.
Simultaneamente, a companhia anunciou a aquisição de um parque eólico no Rio Grande do Norte por meio da controlada Rio Energy, reforçando a aposta em energia renovável no Brasil. A usina terá 230 megawatts de capacidade e começará a produzir em 2028.
Raia envolve o uso do navio-sonda DS-17, já utilizado em Bacalhau, e prevê lâminas d’água de cerca de 2,9 mil metros. O campo terá o FPSO com capacidade de 126 mil barris por dia e gás escoado por um gasoduto de 200 quilômetros até Cabiúnas, no RJ.
Raia: detalhes operacionais
As reservas de Raia, estimadas em mais de 1 bilhão de boe, incluem três descobertas do pré-sal: Pão de Açúcar, Gávea e Seat. A produção de gás pela rede de transporte proporcionará até 16 milhões de m³/d, representando parte da demanda brasileira.
A água de produção permite exportação direta para o sistema de transporte sem planta de processamento, segundo a Equinor, pela qualidade dos hidrocarbonetos. O projeto não exigirá instalação de planta de processamento.
Energia renovável: Esquina do Vento
O parque Esquina do Vento, adquirido da dinamarquesa Vestas, integrará a produção de energia da Rio Energy. A operação terá início no terceiro trimestre, com comercialização a partir do mercado livre, por meio da Danske Commodities, controladora do grupo.
A companhia aponta que o retorno esperado é de dois dígitos, apoiando a estratégia de diversificação da Equinor no Brasil. Veronica Coelho, CEO da empresa no Brasil, destacou o País como área estratégica.
Contexto e histórico recente
A operação ocorre após a Equinor ter vendido 60% de participação em Peregrino para a PRIO, em duas etapas, com a última ainda em fase de closing. A venda coincidiu com a entrada em Bacalhau, em outubro de 2025.
Bacalhau, localizado na Bacia de Santos, é o maior campo internacional da empresa, com produção de cerca de 220 mil bpd e sócias adicionais ExxonMobil e Petrogal Brasil. O navio DS-17 foi deslocado de Bacalhau para Raia para dar continuidade à campanha de perfuração.
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