- A Estée Lauder está em negociações para comprar a Puig Brands, numa operação que criaria uma gigante de cosméticos com cerca de US$ 20 bilhões em vendas anuais.
- A Puig tem valor de mercado de cerca de € 9 bilhões (US$ 10,4 bilhões) e gerou em torno de € 5 bilhões em vendas no ano passado.
- A aquisição uniria marcas de perfumes e moda já conhecidas, como Rabanne, Jean Paul Gaultier e Carolina Herrera, fortalecendo a concorrência com a L’Oréal.
- Investidores reagiram: ações da Puig subiram até 17% na bolsa de Madri; ações da Estée Lauder recuaram 7,7% no pregão de Nova York.
- Analistas apontam riscos de integração e destacam que a operação pode contrastar com o foco da Estée Lauder em fragrâncias de nicho e luxo; a Puig também é dona de Byredo e Charlotte Tilbury.
A Estée Lauder Companies está em negociações para comprar a Puig Brands, numa operação que poderia gerar uma gigante global dos cosméticos com cerca de US$ 20 bilhões em vendas anuais. As partes não divulgaram os termos do acordo informado. A Puig, sediada na Espanha, tem valor de mercado estimado em aproximadamente € 9 bilhões (US$ 10,4 bilhões).
Caso avance, a transação ampliaria o portfólio da Estée Lauder com marcas de perfumes e moda reconhecidas, como Rabanne, Jean Paul Gaultier e Carolina Herrera, fortalecendo a posição da empresa frente à líder de mercado, a L’Oréal. A Puig, que registrou vendas próximas de € 5 bilhões no último ano, enfrenta desaceleração de crescimento e revisão de lucros, o que impactou suas ações desde a oferta pública inicial de 2024.
Analistas indicam que a operação poderia desviar a Estée Lauder de seu rumo recente, que prioriza fragrâncias de nicho e de luxo, conteúdo que representa cerca de 15% do portfólio da Puig. Enquanto a Puig já detém marcas como Byredo e Charlotte Tilbury, o acordo suscita dúvidas sobre capacidade de integração de novas marcas sem comprometer a estratégia atual.
Riscos de integração
A Estée Lauder já administra um conjunto de cerca de duas dúzias de marcas, entre elas La Mer e The Ordinary. A incorporação da Puig colocaria à prova a linha de produtos e a sinergia entre diferentes segmentos de mercado, especialmente em um momento de transformação estratégica da companhia.
Os planos de aquisição também ocorrem em um contexto de competição com a L’Oréal, que ganhou dinamismo com o setor de dermocosméticos no pós-pandemia. A L’Oréal avançou rapidamente para aproveitar esse segmento, com marcas como CeraVe, fortalecendo sua presença nos EUA.
O jornal Financial Times reportou pela primeira vez, na segunda-feira, a possível negociação entre Estée Lauder e Puig, citando fontes familiarizadas com o assunto. As informações indicam que o negócio ainda pode absorber ajustes antes de qualquer confirmação.
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