- Fórum Boao para a Asia estima crescimento do PIB da Ásia de 4,5% em 2026, ante 2025, com recuo de 0,2 ponto percentual.
- A participação da região no PIB global deve ficar próxima de 50% em 2026, passando de 49,2% em 2025 para 49,7% no próximo ano.
- O relatório foi divulgado na terça-feira, 24 de março de 2026, e aponta maior integração regional e expansão do setor tecnológico como motores do crescimento.
- Sul da Ásia é a região com a maior alta prevista, de 6,3%, seguida pela Ásia Central, com 4,3%.
- O documento destaca incertezas no Oriente Médio devido ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que pode afetar economias asiáticas dependentes de petróleo e do estreito de Ormuz.
O Fórum Boao para a Asia (BFA) projeta que a economia asiática cresça 4,5% em 2026, desacelerando ante 2025. Mesmo assim, o continente deve seguir como o principal motor de crescimento mundial, segundo o Relatório Anual de Perspectivas Econômicas e Progresso da Integração Asiática 2026.
O documento aponta que a participação da Ásia no PIB global ficará próxima de 50% em 2026, avançando de 49,2% em 2025 para estimados 49,7% no próximo ano. As projeções foram apresentadas nesta terça-feira durante a divulgação oficial do relatório.
Boao, na ilha de Hainan, abriga o fórum que reúne mais de 29 países da Ásia e da Oceania. Fundado em 2001, o BFA tem como objetivo promover a integração econômica regional por meio de cooperação econômica e tecnológica.
Segundo o relatório, o crescimento regional será impulsionado pela maior integração entre países e pela vocação tecnológica da região, com ganhos previstos para próximos anos. A região Sul aparece como a maior alta, com previsão de 6,3% do PIB, seguida pela Ásia Central, com 4,3%.
Incertidões no Oriente Médio
O documento não aprofunda a situação dos países do Oriente Médio sob o impacto da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito é apontado como gerador de incertezas para a região, sem detalhar efeitos diretos na economia asiática.
A projeção para a região oeste do continente, onde se concentram os efeitos econômicos, aponta crescimento de 2,3% do PIB regional, refletindo o ambiente de tensão regional. A guerra pode pressionar as economias asiáticas que dependem do petróleo transacionado pelo estreito de Ormuz.
Apesar disso, o BFA sustenta que a perspectiva para 2026 é positiva, apoiada pela resiliência econômica da Ásia. O relatório cita fundamentos macroeconômicos sólidos e espaço político que ajudam a enfrentar choques externos.
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