Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Onde investir em tungstênio após rali de 500%, dizem analistas

Tungstênio segue volátil, déficit estrutural até 2026 e ausência de mercado futuro nos EUA; Almonty e ETF da VanEck aparecem como opções de exposição aos papéis do setor

Apesar das oportunidades, há riscos operacionais, segundo analistas, como atrasos em projetos de mineração
0:00
Carregando...
0:00
  • O tungstênio acumula valorização superior a 500% em 2026, com preço de about US$ 2.250 por tonelada, puxado por desequilíbrio entre oferta e demanda.
  • A China responde por cerca de oitenta por cento da produção global e tem restringido exportações, elevando a escassez e os preços; demanda cresce em defesa, veículos elétricos, semicondutores e aeroespacial.
  • Entre as formas de exposição, analistas indicam ações de mineradoras especializadas, como a Almonty Industries (ALM), cuja mina Sangdong, na Coreia do Sul, deve operar em 2026 e pode responder por cerca de quarenta por cento do fornecimento global fora da China.
  • A Almonty também tem contratos ligados ao setor de defesa dos Estados Unidos, em cenário de eventual restrição ao tungstênio chinês a partir de 2027; as ações mostram volatilidade e recuo recente, próximas de US$ 16,36.
  • Como alternativa, surge o ETF VanEck Rare Earth and Strategic Metals (REMX), que reúne empresas com pelo menos cinquenta por cento da receita ligada a terras raras e metais estratégicos, mas o setor permanece volátil e sujeito a riscos operacionais e geopolíticos.

O tungstênio, conhecido como wolfrâmio, volta a ganhar atenção em 2026 após registro de alta superior a 500% no ciclo atual. Analistas destacam volatilidade e riscos geopolíticos, com destaque para mineradoras e ETFs que podem oferecer exposição ao metal, diante da falta de um mercado futuro padronizado nos EUA.

O preço do metal chegou a 2.250 dólares a cada tonelada, sustentado por dados do mercado físico. A China domina cerca de 80% da produção e tem restringido exportações, elevando o preço e pressionando estoques. A demanda segue firme em defesa, veículos elétricos, semicondutores e aeroespacial.

Para investidores, a forma mais eficiente de exposição é por ações de mineradoras especializadas. A ausência de mercado futuro reduz liquidez e padronização, apontam especialistas. Entre as opções, a Almonty Industries (ALM) aparece como principal produtora ocidental fora de zonas de conflito.

Almonty: Sangdong e contratos estratégicos

A mina Sangdong, na Coreia do Sul, deve entrar em operação em 2026, com potencial para responder por cerca de 40% do fornecimento global fora da China. A empresa também tem contratos com o setor de defesa dos EUA, em cenário de possíveis restrições ao tungstênio chinês a partir de 2027. As ações, nos últimos cinco dias, recuaram 16,02%.

Mesmo com a queda, o papel se mantém acima de outras commodities, segundo análise de mercado, em meio a alta volatilidade e presença de suporte estrutural. Atualmente, negocia-se próximo de 16,36 dólares a ação.

Alternativas de exposição

Outra opção citada é o ETF REMX da VanEck, que reúne empresas com pelo menos metade da receita relacionada a terras raras e metais estratégicos. O veículo oferece diversificação, mas o investimento no setor continua sujeito a riscos de volatilidade, correções abruptas e fatores geopolíticos.

Riscos e cenário para 2026

Analistas destacam atrasos em projetos, diluição de capital e mudanças na política de exportação chinesa como fatores que podem impactar o mercado. Um déficit estrutural persiste, mantendo as perspectivas de preços elevados e volatilidade ao longo do próximo ano.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais