- A Petrobras enviará a presidente Magda Chambriard para reunião com o presidente da Pemex e autoridades mexicanas no próximo mês, após sugestão do Brasil de projetos conjuntos no Golfo do México.
- A líder mexicana Claudia Sheinbaum confirmou a discussão sobre uma possível parceria, lembrando que Lula propôs apoiar a Pemex com projetos em águas profundas.
- A proposta visa suprir a menor experiência da Pemex em águas profundas, setor em que a Petrobras é considerada altamente especializada.
- A Pemex busca ampliar projetos no Golfo para compensar o declínio de campos offshore, com iniciativas como Zama, Trion e Lakach.
- A reunião também envolve potenciais diálogo sobre parcerias na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar; a Petrobras não comentou de imediato.
Petrobras planeja discutir uma parceria em águas profundas com a Pemex, estatal mexicana. A pauta foi anunciada pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, após apoio do governo brasileiro a projetos conjuntos no Golfo do México. A reunião deve ocorrer no próximo mês, durante visita ao México.
A intenção seria avanços em exploração de petróleo em águas profundas, área na qual a Pemex tem menos experiência. A Petrobras atua no Golfo por meio de uma joint venture com a Murphy Exploration & Production.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, viajará ao lado de executivos para se reunir com o presidente da Pemex e autoridades mexicanas. Sheinbaum confirmou a participação da executiva no encontro, além de encontros com o governo mexicano.
Lula afirmou, em conversa com Sheinbaum, que a Pemex poderia receber apoio relevante da Petrobras. A declaração foi feita na última sexta-feira, durante fala pública do presidente brasileiro.
Contexto e desdobramentos
A Pemex busca ampliar projetos no Golfo para compensar o declínio de campos offshore mais antigos. Entre as iniciativas citadas estão os campos Zama, Trion e Lakach, com diferentes estágios de desenvolvimento e volumes de investimento.
A Pemex já mantém parcerias com empresas privadas na produção de petróleo em águas profundas. A mexicana também tem como meta aumentar a produção e, conforme anunciado, pode explorar novas alianças.
Outros impactos: o México sinalizou interesse em parcerias para a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, conforme comentários de Sheinbaum. A pauta econômica envolve cooperação setorial ampla entre Brasil e México.
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