- Stellantis voltou a priorizar a melhoria de seus produtos, aumentando a qualidade, ampliando a oferta de modelos híbridos e fortalecendo a relação com concessionárias.
- A companhia registrou encargos de € 22,2 bilhões ligados à revisão de apostas consideradas excessivas em veículos elétricos.
- Em carta aos acionistas da Exor, John Elkann afirmou confiança de que a Stellantis “vai dar a volta por cima”.
- A Exor anunciou ajustes estratégicos, incluindo simplificação do portfólio e desinvestimentos: venda da Gedi Gruppo Editoriale, saída do Iveco Group para a Tata Motors e venda da unidade de defesa da Iveco para a Leonardo.
- A holding manteve caixa superior a € 3,5 bilhões, o que permite buscar novas aquisições, em meio a um 2026 considerado desafiador para o grupo.
A Stellantis retomou o foco no desenvolvimento de produtos após um ciclo de ajustes de contas. A retomada do ritmo foi citada pelo chairman da Exor, John Elkann, em carta aos acionistas da holding italiana controladora da montadora.
Segundo Elkann, a empresa investe para melhorar qualidade, ampliar a oferta de modelos híbridos e reaproximar-se das concessionárias. As mudanças, afirmou, já começam a trazer resultados na operação.
A carta também retrata o efeito de encargos de 22,2 bilhões de euros registrados no mês anterior, vinculados a revisões de apostas em veículos elétricos. Elkann descreveu o período como um “ano de ajuste de contas”.
Contexto financeiro e estratégica da Exor
A Exor informou resultados abaixo do esperado, com reação de queda de ações na bolsa. A holding, que controla Ferrari e Juventus, passou por alterações de portfólio para favorecer eficiência operacional. Ações da Stellantis caíram cerca de 40% no ano, na Itália.
Entre as mudanças, a Exor vendeu a Gedi Gruppo Editoriale ao Antenna Group e acertou a saída do Iveco Group para a Tata Motors. Também houve a venda da unidade de defesa da Iveco para a Leonardo.
Apesar das operações de desinvestimento, a Exor manteve forte posição de caixa, acima de 3,5 bilhões de euros, o que facilita novas aquisições. A carteira também incluiu incremento recente na participação na Philips.
A Exor elevou, em 2023, participação em empresas estratégicas, incluindo um investimento na fabricante de equipamentos médicos, chegando a cerca de 19% do total. Elkann lidera a estratégia desde a indicação pela família.
Perspectivas para 2026
Elkann alerta que 2026 deve manter incertezas geopolíticas e de mercado, exigindo cautela. A Stellantis trabalha para recuperar competitividade e avalia parcerias com empresas chinesas para fortalecer operações europeias.
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