- Moody’s Analytics elevou a projeção de recessão para 48,6%, indicando que os riscos estão altos e em ascensão devido à guerra com o Irã.
- Goldman Sachs aumentou a probabilidade de recessão nos próximos 12 meses para 30% e reduziu o crescimento do PIB anual para 2,1%.
- Wilmington Trust estima 45% de chance de recessão, com inflação podendo chegar a quase 5% se o conflito se prolongar.
- Plataformas de mercado indicam incerteza: Polymarket aponta 35% de chance de recessão até o fim de 2025; Kalshi fica em 32,6%.
- O Departamento de Comércio revisou o crescimento do quarto trimestre de 2025 para 0,7%, sinalizando desaceleração da economia dos EUA.
Dados indicam que o risco de recessão nos EUA aumentou em meio à escalada da guerra com o Irã. Analistas citam inflação pressionada pela alta do petróleo e a possibilidade de demanda fraca como fatores-chave a considerar.
A Moody’s Analytics elevou a projeção de recessão para 48,6%, próximo do pico de 49% registrado na semana anterior. Mark Zandi aponta riscos “desconfortavelmente altos e em ascensão” para o raciocínio de uma retração econômica real.
O Goldman Sachs também elevou a probabilidade de recessão nos próximos 12 meses, para 30%, de 25%. A instituição revisou a estimativa de crescimento do PIB deste ano para 2,1%, destacando inflação e petróleo altos, mas ainda sem sinal de queda abrupta.
Outras instituições revisaram suas perspectivas. Wilmington Trust aponta 45% de chance de recessão, acima dos 40% da EY-Parthenon. O economista-chefe Gregory Daco sinaliza que o risco pode subir se o conflito se prolongar, com inflação próxima de 5%.
Plataformas de preço de ativos trazem leituras distintas. Polymarket estimou 35% de chance de recessão até o fim de 2025, após Trump mencionar conversas de paz. Kalshi situou a probabilidade em 32,6%, perto de um pico anterior.
O que significa recessão? Em termos técnicos, são dois trimestres consecutivos de queda do PIB. O NBER utiliza definição mais ampla, envolvendo queda generalizada da atividade econômica por meses. Em 2025, o governo revisou crescimento do quarto trimestre para 0,7%.
O Departamento de Comércio revisou para baixo o crescimento de 2025, de 1,4% para 0,7%, sinalizando desaceleração além do esperado. Zandi afirma que, para provocar retração, é preciso petróleo próximo de US$ 125 por barril no segundo trimestre.
Analistas destacam que a percepção dos consumidores importa. A prévia de março da Universidade de Michigan mostrou melhora antes da guerra, mas o impulso foi comprometido posteriormente. A atualização sai em 27 de março.
A confiança do consumidor do Conference Board deve ficar aquém da alta recente, com divulgação prevista para 31 de março. Indicadores de emprego seguem estáveis, ainda que desemprego tenha subido para 4,4% em fevereiro.
Apesar do aperto, o Fed aponta maior resiliência da economia norte-americana diante de custos de energia elevados. Especialistas destacam que a evolução do petróleo pode acelerar ou frear o caminho para uma recessão.
Diversos fatores políticos e econômicos continuam em aberto. Entre eles, o impacto prolongado do conflito com o Irã e a resposta de políticas fiscais e monetárias dos EUA, que permanecem em avaliação constante.
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