- O Comitê Gestor do Crédito do Trabalhador se reúne nesta quinta-feira (26) para decidir medidas para reduzir a taxa de juros dos empréstimos consignados para trabalhadores com carteira assinada e evitar abusos.
- A taxa média atual é de 3,67% ao mês; o governo quer reduzir esse índice, principalmente para consignado privado como aposentados e pensionistas do INSS, que hoje têm 1,85% ao mês.
- Entre as propostas, está o uso de garantias, como até 10% do FGTS e 40% da multa rescisória, para diminuir o risco de inadimplência e favorecer juros menores.
- Outra medida em debate é o leilão de consignado pelo aplicativo, para que o beneficiário escolha a menor taxa entre as instituições financeiras.
- O crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada do setor privado completou um ano, com mais de R$ 117 bilhões em empréstimos desde março de 2025.
O governo brasileiro discute medidas para reduzir a taxa de juros do empréstimo consignado de trabalhadores com carteira assinada. O Comitê Gestor do Crédito do Trabalhador se reúne nesta quinta-feira para definir diretrizes que tornem o crédito mais barato e menos suscetível a abusos.
Formado por representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, da Casa Civil e do Ministério da Fazenda, o comitê avalia ajustes do regime do consignado. A taxa média atual é de 3,67% ao mês, ainda abaixo de outros produtos, como cartão de crédito e CDC.
Uma das metas é reduzir os juros do consignado privado, incluindo aposentados e pensionistas do INSS, onde a taxa chega a 1,85% ao mês. A ideia é ampliar o uso de garantias, como até 10% do FGTS, e 40% da multa rescisória, para reforçar a segurança do crédito.
Propostas que serão discutidas
- Limitar o teto de juros do Crédito do Trabalhador para reduzir a média atual.
- Utilizar o FGTS como garantia para diminuir o risco de inadimplência e pressionar as taxas para baixo.
- Leilão de consignado via aplicativo, para que beneficiários comparem propostas e escolham a menor taxa.
Um ano da modalidade
O crédito consignado para trabalhadores do setor privado completou um ano no último sábado, somando mais de R$ 117 bilhões em empréstimos. O programa, iniciado em 21 de março de 2025, segue com movimentação robusta até março deste ano.
Nesse formato, o trabalhador autoriza, no aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o compartilhamento de dados como CPF, tempo de empresa e margem disponível. Em até 24 horas, ofertas de crédito são enviadas pelas instituições; o trabalhador escolhe a melhor proposta, com desconto direto na folha de pagamento.
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