- O preço do diesel no varejo não é apenas a ação de vendedores; o choque do petróleo elevou a demanda interna e reduziu a oferta, pressionando os preços.
- A alta reflete, em parte, escassez real do produto e pode exigir maior liquidez para recomprar o combustível quando os custos sobem.
- O Mercado Livre anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026, com foco em logística; em 2025 foram registrados R$ 37 bilhões.
- As finanças dos Correios seguem negativas: prejuízo de R$ 5,8 bilhões em 2025 e previsão de rombo de R$ 9,1 bilhões em 2026, mesmo com crédito do Tesouro.
- O plano de reestruturação dos Correios avança pouco: demissões, venda de imóveis não usados e fechamento de mil agências (16% do total); adesão ao programa de demissão voluntária ficou abaixo do esperado.
O presidente Lula associa preços do diesel a “gente que não presta”, enquanto diz que houve abusos no varejo. Ele cita distribuidoras e postos como responsáveis, sem considerar fatores de oferta e demanda que se acentuaram recentemente.
O preço atual do diesel reflete escassez real, não apenas conduta de vendedores. O choque no petróleo, agravado por guerras e pelo estreito de Ormuz, elevou a demanda interna, pressionando estoques e custo de reposição para os atacadistas.
A formação de preços não depende apenas do custo de aquisição mais margem do operador. É preciso incorporar custos de reposição, pois quedas abruptas no atacado dificultam recompras com preços elevados.
Se o choque no petróleo persistir, a Agência Internacional do Petróleo prevê que subsídios governamentais podem ficar aquém do necessário para reequilibrar o mercado. A política governamental é colocada sob escrutínio técnico.
Investimentos do Mercado Livre e impactos no país
O Mercado Livre anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no Brasil para 2026, com foco em logística, conforme informou o grupo. Em 2025, a empresa já havia anunciado R$ 37 bilhões em investimentos no país.
Esses investimentos ressaltam a atuação de grandes plataformas no Brasil e a expectativa de ganho de eficiência logística, com impactos ainda a ser aferidos pela economia local e pelo varejo.
Correios em dificuldade e plano de reestruturação
Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 5,8 bilhões e projetam rombo de R$ 9,1 bilhões para 2026, mesmo diante de créditos com aval do Tesouro. O plano de reestruturação envolve cortes de pessoal, venda de imóveis ociosos e fechamento de mil agências.
A adesão ao Programa de Demissão Voluntária ficou abaixo do esperado, com menos de 3 mil adesões de um total de 10 mil pretendidos. O primeiro leilão de imóveis teve oferta restrita a 3 dos 12 imóveis colocados à venda.
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