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Ouro tem pior sequência de quedas em mais de 100 anos, Bitcoin ganha força

Ouro registra a pior sequência de quedas em mais de um século, enquanto o Bitcoin volta a ganhar força e se mantém acima de US$ 70 mil

Barra de ouro envolto a várias moedas douradas de bitcoin
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  • Ouro registra a pior sequência de quedas em mais de cem anos, com 10 pregões consecutivos de baixa, desde fev de 1920.
  • Desde a máxima histórica, o metal caiu entre 24% e 27%, tocando perto de US$ 4.090 e encontrando suporte na média móvel de 200 dias.
  • Bitcoin volta a ganhar força, fica acima de US$ 70 mil e eleva a relação entre BTC e ouro para perto de 16 onças por unidade de Bitcoin.
  • Fluxos de ETFs mostram saídas expressivas no ouro, com US$ 2,3 bilhões no SPDR Gold Shares e US$ 1,6 bilhão no iShares Gold Trust em uma semana; ETFs de Bitcoin atraem recursos em março, entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,5 bilhões.
  • Analistas destacam que, apesar da relação recente, ouro e Bitcoin costumam ser menos correlacionados do que o comum, e o momento favorece o avanço do Bitcoin como alternativa de proteção e valorização.

O ouro viveu a sua pior sequência de quedas em mais de um século, com 10 pregões de baixa consecutivos. O bitcoin, por sua vez, recuperou fôlego e manteve-se acima de US$ 70 mil, reforçando a comparação entre o metal e a criptomoeda, apontada por analistas como ouro digital.

Segundo a analista Katie Greifeld, da Bloomberg, o ouro acumula perdas desde o pico histórico de janeiro, recuando entre 24% e 27% e chegando a aproximadamente US$ 4.090. A região encontrou suporte na média móvel de 200 dias, apesar de recente recuperação.

A dinâmica atual elevou a relação entre Bitcoin e ouro para perto de 16 onças por unidade de BTC, ante cerca de 12 onças antes da escalada geopolítica no Oriente Médio. O mercado avalia, nesse momento, possível rotação de capital entre os dois ativos.

Charlie Morris, diretor de investimentos da ByteTree, aponta uma tendência de longo prazo na relação entre ativos. Desde 2017, quando o bitcoin superou pela primeira vez uma onça de ouro, a relação ganhou impulso, chegando a 16 onças, sugerindo que o BTC pode manter vantagem caso o ouro sinalize exaustão.

As movimentações também aparecem nos fluxos de ETFs. Fundos de ouro registraram saídas significativas — com resgates relevantes em grandes fundos — enquanto ETFs de bitcoin seguem recebendo recursos, com entradas relevantes em março, ainda abaixo dos picos de 2025.

Apesar dessas leituras, especialistas ressaltam que a correlação entre os ativos não é fixa. Balanceamentos recentes indicam que ouro e bitcoin costumam apresentar correlações mais fracas do que uma relação inversa estável, embora o momento atual destaque a dinâmica de proteção e valorização associada ao bitcoin.

Historicamente, o ouro costuma liderar os ciclos iniciais, com o bitcoin reagindo em seguida. No cenário atual, a pressão sobre o ouro, aliada à robustez do bitcoin, estimula debates sobre uma possível mudança de liderança entre os dois ativos conforme o mercado evolui.

Fontes de referência para o tema incluem a Bloomberg e a CoinDesk, que acompanham a evolução das cotações e dos fluxos de ETFs, bem como a leitura de especialistas sobre a possível rotação de capital entre ouro e bitcoin.

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