- A ABPA afirma que a guerra no Oriente Médio deve levar a alta nos preços de ovos, frango e carne suína, com repasses possíveis ao consumidor.
- Segundo a entidade, aumentos de frete entre 10% e 20%, dependendo das rotas, e custos de embalagens pressionam os preços.
- Gargalos logísticos provocados pelo Estreito de Ormuz também elevam custos, além de altas de até 30% nas embalagens devido a insumos importados.
- Quaisquer tarifas de guerra impostas pelas operadoras de navegação e maior tempo de trânsito dos navios contribuem para o custo final nos mercados internos.
- Em 2026, a oferta de ovos deve ficar equilibrada, com demanda aquecida; podem ocorrer repasses de preços tanto de ovos quanto de carne de frango e carne suína.
Ovos, frango e carne suína devem ter aumento de preço no curto prazo, aponta a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). A elevação está ligada aos custos de frete e de embalagens, pressionados pela guerra no Oriente Médio.
O transporte de alimentos registrou alta entre 10% e 20%, conforme as rotas. A logística de grãos para ração, como milho e soja, passou a reduzir a previsibilidade dos custos.
Além disso, a ABPA cita gargalos logísticos decorrentes da situação no Estreito de Hormuz. Os insumos de embalagens, principalmente derivados da indústria plástica, já registram aumento de até 30%.
As taxas de guerra impostas pelas armadoras, o tempo maior de trânsito dos navios e outros fatores refletem no mercado interno, segundo a associação.
Panorama para 2026 e repasses ao consumidor
Para ovos, o cenário de 2026 deve manter oferta equilibrada em relação a 2025, com crescimento dentro do previsto pelo setor. A demanda, por sua vez, segue aquecida por proteínas de custo mais baixo.
Frente a esse quadro, a ABPA afirma que podem ocorrer repasses de preço aos consumidores nos próximos dias tanto para ovos quanto para carne de frango e carne suína. A entidade reforça que os impactos variam conforme rotas logísticas e custos de insumos.
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