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Petróleo fica abaixo de US$ 100 com esperanças de fim da guerra

Petróleo recua com relatos de proposta dos EUA para cessar-fogo com Irã; Brent a US$ 96 e WTI a US$ 88, enquanto a geopolítica sustenta a volatilidade

Bombas de petróleo após o pôr do sol nos arredores de Vaudoy-en-Brie, perto de Paris, França
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  • O Brent recuou para US$ 96 por barril (queda de 4%), e o WTI caiu para US$ 88 o barril (queda de 3,9%) nesta quarta-feira (25).
  • EUA teriam enviado ao Irã uma proposta de 15 pontos com o objetivo de um cessar-fogo, elevando expectativas sobre avanços, apesar de ataques entre Israel e Irã ocorrerem.
  • O Irã negou conversas diretas; um porta-voz militar disse que os EUA estão negociando consigo mesmos, segundo a mídia estatal.
  • Analistas destacam que o Oriente Médio segue como fator dominante nos preços, com a possibilidade de o mercado se manter em faixa ampla no curto prazo.
  • Interrupções no Estreito de Ormuz afetam o abastecimento global, e exportações de Yanbu, na Arábia Saudita, subiram para quase 4 milhões de barris por dia; ataques russos a instalações de exportação também elevam a incerteza.

O petróleo recuou abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta-feira, com investidores monitorando rumores sobre um possível cessar-fogo. A notícia de que os EUA teriam enviado uma proposta de 15 pontos ao Irã alimentou expectativas de distensão, mesmo diante de ataques aéreos entre Israel e o Irã.

Às 11h40, o contrato Brent caía para US$ 96 por barril, queda de 4% no dia. O WTI, referência nos EUA, recuava cerca de 3,9%, para US$ 88 por barril. Os movimentos ocorrem após ganhos de quase 5% na terça-feira, segundo demonstração do mercado.

Analistas destacam que o cenário geopolítico continua a ditar a direção dos preços. Um analista da Rystad comentou que o plano de 15 pontos precisa ser detalhado, mas aponta para uma resolução mais rápida e suave no contexto atual. A retórica, no entanto, permanece fortemente ligada à geopolítica.

O Irã negou manter conversas diretas, argumentando que os EUA negociam com eles próprios, conforme nota divulgada pela mídia estatal. Especialistas ressaltam que qualquer evolução dependerá de sinais de comprometimento de ambas as partes para reduzir tensões.

Risco de longo prazo e impactos financeiros também aparecem na visão de investidores. O diretor da BlackRock, Larry Fink, afirmou que a continuidade de tensões em Ormuz pode manter o petróleo entre US$ 100 e US$ 150 por barril, alimentando a possibilidade de recessão global caso o cenário não se estabilize.

Embarques via Hormuz ainda sob risco

Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, aponta que os acontecimentos no Oriente Médio devem seguir como fator dominante de preços, mantendo o petróleo em faixa ampla no curto prazo. A interrupção do estreito afeta o fluxo de petróleo e gás natural liquefeito, que normalmente representa cerca de 20% do abastecimento mundial.

A Agência Internacional de Energia já assinala interrupção relevante no fornecimento. Dados indicam queda diária próxima de 20 milhões de barris de petróleo bruto, com sensível impacto ao longo de semanas.

Especialistas ressaltam que, mesmo com a possível normalização dos fluxos, não está claro quando toda a produção retomar plenamente. A duração de um cessar-fogo ainda é incerta e influencia as projeções de oferta.

Outros movimentos e sinais no mercado

O Irã informou ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização Marítima Internacional que embarcações não hostis podem transitar por Ormuz se coordinarem com autoridades iranianas. A notícia foi observada por fontes da Reuters.

No Gulf, exportadores ajustaram seus fluxos. O porto de Yanbu, na Arábia Saudita, registrou aumento significativo nas exportações de petróleo, chegando a quase 4 milhões de barris por dia na semana anterior, segundo dados de navegação.

No front da Rússia, os portos de Primorsk e Ust-Luga suspenderam o carregamento de petróleo bruto e compromissos, após ataques de drones ucranianos provocarem incêndios visíveis de Finlândia. Esse episódio representa um dos maiores ataques contra instalações de exportação desde o início do conflito.

As informações são da Reuters.

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