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Privatização da Copasa entra na reta final, com detalhes críticos

Privatização da Copasa entra na reta final com exigência de carta-fiança; regras do leilão devem sair em breve, atraindo Sabesp, Equatorial, Aegea e Perfin

Privatização da Copasa entra na reta final. O diabo são os detalhes
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  • A privatização da Copasa entra na reta final; interessados devem apresentar carta-fiança para suas ofertas no leilão, documento que pode ser exigido nos próximos dias.
  • O processo chegou a sofrer atraso por demandas do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, mas a expectativa é de retomada ainda nesta semana, com a desestatização ocorrendo ainda em abril, embora haja dúvidas sobre o cronograma.
  • Pelo menos três compradores potenciais estão na jogada: Sabesp com a Equatorial Energia; Aegea e Perfin avaliam o negócio separadamente e não devem fazer uma oferta conjunta.
  • Os detalhes decisivos são as regras do leilão, a renovação do contrato com Belo Horizonte, o prospecto da oferta e o acordo de acionistas; o governo e bancos estudam modelos baseados no que houve com Sabesp e Eletrobras.
  • O valor de referência aponta Copasa em torno de R$ 21 bilhões de market cap; a estatal mineira detém cinquenta vírgula zero três por cento das ações, e a participação estratégica pode envolver um investidor âncora com direitos e prazos de lock-up.

A privatização da Copasa, estatal mineira de saneamento, segue na reta final, com a necessidade de apresentação de carta-fiança para garantir as ofertas no leilão de desestatização.

A atualização ocorreu após atraso provocado por decisões do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, adiando a etapa anteriormente prevista para a semana passada. O objetivo é abrir passagem para a venda de pelo menos 30% da companhia, com possibilidade de pulverização das ações no mercado.

Bancos coordenam a operação e já sinalizam expectativa de retomar o processo ainda nesta semana, com a ideia de concluir a desestatização ainda em abril.

A Copasa é alvo de pelo menos três potenciais compradores: Sabesp, acompanhada da Equatorial Energia, Aegea e Perfin, que avaliam o negócio separadamente. Fontes apontam que não haverá oferta conjunta entre Aegea e Perfin.

Modelo, regras e participantes

A definição do formato da privatização está condicionada a várias regras ainda não publicadas, como o contrato de renovação com Belo Horizonte, o prospecto da oferta e o acordo de acionistas que o investidor de referência deverá assinar.

Há ceticismo entre alguns interessados sobre o cronograma de abril, com menção de junho por parte de uma fonte próxima a um grupo.

O governo de Minas aprovou o modelo de privatização, buscando um investidor estratégico para atuar com pelo menos 30% das ações da Copasa, sem excluir a possibilidade de venda pulverizada.

O desenho é comparado por especialistas a um modelo similar ao da Sabesp ou ao adotado pela Eletrobras, com etapas de oferta pública e possíveis alongamentos de participação.

Estrutura da operação e cenários

O BTG Pactual lidera a modelagem da operação, junto de Ernst & Young e Stocche Forbes, com coordenadores da oferta sendo BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB.

A Sabesp aparece com vantagem por sinergias com o saneamento de São Paulo e acesso a capital, enquanto a Aegea vê a Copasa como alavanca para elevar valuation e viabilizar um eventual IPO.

Existe ainda a possibilidade de consolidação entre Copasa e Aegea para um cenário de IPO reverso, caso as regras e a governança permitam.

A gestora Perfin, da qual o BTG Pactual possui uma fatia minoritária, também está na corrida e já é uma das acionistas da Copasa. Caso nenhum investidor estratégico se consolide, o leilão pode ter pulverização entre fundos de investimento.

Perspectivas de mercado e condições

Especialistas destacam interesse de investidores estrangeiros com grandes recursos em infraestrutura. A incerteza sobre regras e o acordo de acionistas pode impactar a participação no leilão. Em relatório recente, o Santander aponta que terminar sem um âncora é improvável, enquanto o Itaú BBA prevê o leilão para abril.

O investidor estratégico da Copasa, caso seja vencedor, ficaria com um lock-up de 100% das ações por quatro anos e, no mínimo, 50% até 2033 ou até a universalização do serviço. A Copasa detém valor de mercado estimado em R$ 21 bilhões, com o Estado de Minas Gerais mantendo 50,03% das ações.

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