- A Re.Green venceu o leilão de concessão da Floresta Nacional do Bom Futuro, em Porto Velho (Roraima), para gerir 59 mil hectares por quarenta anos.
- A empresa foi a única proponente do certame, realizado na B3, em São Paulo, com baixa concorrência atribuída ao alto risco da operação e aos aportes iniciais elevados.
- A proposta não estabeleceu valor fixo, prevendo repassar ao governo federal 0,70% de toda a receita operacional bruta gerada na gestão da floresta.
- O investimento estimado no projeto é de R$ 86,7 milhões; trata-se da primeira operação federal em que a principal fonte de receita não é a madeira, e sim a restauração da biodiversidade e créditos de carbono.
- O modelo de negócio mira a venda de créditos de carbono no mercado externo, especialmente para empresas europeias que buscam neutralizar emissões, com foco em manter a floresta em pé em uma região historicamente marcada por invasões e desmatamento.
A Re.Green venceu o leilão de concessão da Floresta Nacional do Bom Futuro, em Porto Velho (RO). O concurso, realizado na B3, determina a gestão da área de 59 mil hectares por 40 anos. A operação marca a estreia de créditos de carbono como principal fonte de receita.
A empresa foi a única proponente do certame, o que ajudou a consolidar seu papel como gestora. Entre seus cofundadores está o cineasta João Moreira Salles, e o conselho conta com o ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga. O modelo financeiro prevê repassar ao governo 0,70% da receita operacional bruta.
O valor estimado de investimento para o projeto é de R$ 86,7 milhões. O leilão gerou expectativa por tratar-se do primeiro projeto federal em que a restauração da biodiversidade e a geração de créditos de carbono, em vez de extração de madeira, constituem a principal fonte de retorno.
Detalhes do leilão
A concorrência foi baixa por motivos que o mercado atribui ao alto risco da operação e aos aportes iniciais elevados. A Re.Green, foco de restauração, pretende lucrar mantendo a floresta em pé, em uma região com histórico de invasões e desmatamento.
O modelo de negócio prevê venda de créditos de carbono no mercado externo, com demanda especialmente de empresas europeias que buscam neutralizar emissões. A gestão prevista envolve ações de restauração para ampliar a biodiversidade.
Desdobramentos e contexto
Especialistas apontam que o projeto pode abrir caminho para novas concessões com foco ambiental. Caso se confirme a viabilidade econômica, o país passa a depender mais de restauração florestal para ampliar créditos de carbono. O desempenho do empreendimento será acompanhado ao longo dos 40 anos de contrato.
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