Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

BASF inaugura fábrica de US$ 11,6 bi na China, prevê lucros menores por guerra

Lucros da nova planta petroquímica em Zhanjiang devem ficar bem abaixo do esperado nos próximos dois anos, mesmo com investimento de US$ 11,6 bilhões, devido à guerra no Oriente Médio

Uma funcionária no novo complexo da BASF em Zhanjiang: As expectativas de lucro 'para os próximos um ou dois anos são significativamente menores', disse Markus Kamieth(Foto: Gilles Sabrie/Bloomberg)
0:00
Carregando...
0:00
  • A BASF abriu a nova unidade petroquímica em Zhanjiang, província de Guangdong, China, com investimento de € 10 bilhões (US$ 11,6 bilhões).
  • O CEO Markus Kamieth disse que os lucros esperados para os próximos um ou dois anos serão significativamente menores do que o previsto na aprovação do projeto.
  • O contexto inclui interrupção dos fluxos de petróleo bruto e nafta do Oriente Médio, impactos na cadeia de suprimentos da Ásia e pressões de custos de energia.
  • A unidade de Zhanjiang Verbund terá operação flexível, com mistura de matérias-primas e contrato de fornecimento de butano do Canadá, visando maior resiliência.
  • Analistas destacam que o setor químico europeu passa por condições difíceis e pode enfrentar consolidação, enquanto a BASF segue sua reestruturação iniciada em 2024.

A BASF abriu uma fábrica de petroquímica na China com investimento de cerca de €10 bilhões (US$ 11,6 bilhões). A operação, localizada em Zhanjiang, Guangdong, entra em funcionamento em meio a um cenário de lucros menores do que o esperado para os próximos dois anos. O anúncio foi feito durante a inauguração da instalação.

O CEO Markus Kamieth afirmou que as projeções de lucratividade da nova unidade ficam significativamente abaixo do que era previsto quando o projeto recebeu aprovação. Ele projetou melhoria no ambiente operacional nos próximos dois a quatro anos, diante de ajustes no setor químico global.

A planta de Zhanjiang Verbund terá produção com flexibilidade de matérias-primas, incluindo nafta e butano. A empresa também informou que a unidade não está isolada de pressões setoriais, com custos de energia elevados e interrupções no fornecimento no Oriente Médio impactando a cadeia petroquímica asiática.

Contexto operacional e cenário de mercado

O conflito entre EUA, Israel e Irã interrompe fluxos de petróleo bruto e nafta, insumos cruciais para o setor. Analistas ressaltam que, apesar das dificuldades, a BASF mantém ativos relevantes em um mercado desafiador.

Alguns acionistas veem espaço para recompra de ações, dada a percepção de excesso de oferta no setor. A direção busca equilibrar o custo de capital com estratégias de longo prazo para sustentar a lucratividade.

A BASF tem focado em enxugamento de estruturas e desinvestimentos desde a gestão de Markus Kamieth, iniciada em 2024. A empresa já vendeu ativos no segmento de tintas e revestimentos, buscando maior eficiência.

Perspectivas para a China e o setor

A China deve se beneficiar de demanda interna robusta, com crescimento estimado acima de 5% no setor petroquímico. No entanto, a obtenção de lucro na região permanece desafiadora frente à capacidade ociosa.

Especialistas destacam que a planta de Zhanjiang, por sua flexibilidade de matérias-primas, pode enfrentar melhor as interrupções que fábricas mais antigas. A BASF também mantém contratos de fornecimento de nafta com outros players para mitigar riscos.

A atuação europeia no petróleo e gás continua pressionando margens, aumentando a volatilidade de lucros. O desempenho de BASF e de pares do setor na região depende de custos de energia, tarifas e dinamismo da demanda global.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais