- Galípolo disse que o Banco Central está em consternação com o caso Master e destacou que a ética é um valor muito caro aos servidores da instituição, pedindo apoio para a PEC 65 de 2023 que amplia a autonomia financeira do banco.
- A PEC permitiria repor funcionários e investir em tecnologia para um acompanhamento mais granular de supervisão e prevenção a irregularidades.
- As investigações caminham em duas frentes: pela Controladoria-Geral da União, com possíveis sanções administrativas, e pela Polícia Federal, no aspecto criminal; dois funcionários do BC foram afastados.
- O Master foi liquidado em novembro de 2025; o fundador Daniel Vorcaro firmou acordo de confidencialidade que pode viabilizar delação premiada, enquanto o BRB tenta se recuperar financeiramente após a operação.
- Galípolo ressaltou que não houve salvador da pátria e que o BC atua com rigor institucional, buscando esclarecer irregularidades e cumprir seu papel sem exageros.
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou ter sentimento de consternação com o caso Master. Ele destacou que ética é um valor muito caro aos servidores da instituição e que a agenda de auditorias segue em curso.
Galípolo pediu apoio dos senadores para aprovar a PEC 65/2023, que amplia a autonomia financeira do BC em relação ao governo. O objetivo é recompor quadros e investir em tecnologia para supervisão mais granular.
A PEC também visa fortalecer a resolução bancária e dar ao BC mais recursos humanos e tecnológicos, segundo o presidente. A proposta é apresentada ao Congresso para reduzir limitações operacionais da instituição.
Processo do Master
Em janeiro de 2025, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, identificou venda de carteiras pelo Master por problemas de liquidez. Em março, verificou-se que as carteiras careciam de lastro, mas sem evidências suficientes de fraude inicial.
A apuração ganhou curso paralelo durante a tentativa de compra do Master pelo BRB. O BC buscou respostas sobre a origem dos créditos e reforçou o processo com rigor jurídico, segundo Galípolo.
O Master foi liquidado pelo BC em novembro de 2025. O fundador Daniel Vorcaro foi preso e permanece sob investigação. Em março de 2026, ele firmou acordo de confidencialidade para delação premiada.
Envolvidos e investigações
Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, ex-funcionários do BC, são suspeitos de facilitar interesses do Master na instituição. A CGU abriu processos administrativos disciplinares contra funcionários ligados ao caso. A PF investiga aspectos criminais.
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