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Brasil tem arma secreta para evitar choque de petróleo, diz The Economist

The Economist vê biocombustíveis como arma estratégica para a soberania energética do Brasil diante de choques de petróleo e volatilidade global

Plantação de cana-de-açúcar para produção de etanol
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  • The Economist diz que o Brasil tem uma “arma secreta” contra choques de oferta de petróleo: os biocombustíveis.
  • O país é o segundo maior produtor de etanol e o terceiro de biodiesel, fortalecendo a soberania energética.
  • Cerca de 75% dos veículos leves brasileiros conseguem rodar com etanol puro ou com gasolina já misturada.
  • A reportagem compara a alta de preços de combustíveis desde o início da guerra, com o Brasil registrando inflação menor que a dos Estados Unidos em gasolina e diesel.
  • O texto cita planos do governo de aumentar a participação do etanol na gasolina e de isenções para o biodiesel, além de lembrar investimentos históricos como o Proálcool.

O Brasil é descrito pela The Economist como tendo uma “arma secreta” para evitar choques de oferta em petróleo e combustíveis derivados, em análise publicada nesta quinta-feira. A publicação sustenta que biocombustíveis podem ajudar o país a enfrentar o impacto do conflito no Oriente Médio.

Segundo a revista, o Brasil construiu ao longo de décadas a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo, mantendo-se entre os maiores produtores de etanol e biodiesel. A reportagem destaca que três quartos dos veículos leves brasileiros aceitam desde gasolina até etanol 100%.

A Economist compara a trajetória de preços de combustíveis no Brasil e nos Estados Unidos desde o início da guerra. Enquanto a gasolina e o diesel subiram no Brasil, a variação nos EUA foi mais elevada, contribuindo para a percepção de maior resiliência da bioenergia brasileira.

Contexto e impactos

A publicação ressalta que a competitividade da bioenergia reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, ajudando a mitigar volatilidade externa. O texto também menciona que o governo discute aumentar a participação do etanol na gasolina e abrir caminho para incentivos ao biodiesel.

A Economist relembra programas passados de estímulo à bioenergia, apontando o Proálcool e incentivos ao biodiesel de sementes na gestão anterior como marcos de atuação. A reportagem destaca o envolvimento público de Luiz Inácio Lula da Silva nesse tema.

Para o jornal britânico, o país pode ampliar ganhos de soberania energética com biocombustíveis, mantendo margem de atuação no cenário externo sem prejudicar produtores agrícolas. A nota encerra observando que, mesmo com ganhos, não há solução para todos os custos da alta do petróleo.

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