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Construtora centenária de Curitiba cresce 48% e mira superar a reestruturação

Thá Engenharia, de Curitiba, registra crescimento após recuperação judicial, com sete novas obras em 2025 e expansão prevista para Santa Catarina ou São Paulo

Vista de prédios em Curitiba, Paraná: Thá Engenharia prevê crescimento de até 15% do faturamento em 2026 e fim da recuperação judicial.
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  • Thá Engenharia, construtora centenária de Curitiba, registrou alta de quarenta e oito por cento no faturamento equivalente em dois mil e vinte e cinco, para duzentos e quarenta e quatro milhões de reais, com faturamento próprio de cento e dez milhões e vinte e oito canteiros ativos.
  • O grupo fechou sete novas obras em dois mil e vinte e cinco, no valor total de cincocentos e sessenta e três milhões de reais, aumento de onze por cento frente a dois mil e vinte e quatro.
  • Entre os projetos em andamento está o edifício OÁS, com cinquenta e quatro pavimentos e trezentos e setenta e nove metros, previsto para entrega em dois mil e vinte e sete, e que deve se tornar o mais alto da capital.
  • A recuperação judicial iniciada em dois mil e dezenove deve ser encerrada no primeiro semestre de dois mil e vinte e seis; a empresa quitou cerca de noventa e quatro por cento das dívidas ao fim de dois mil e vinte e cinco.
  • A Thá planeja expansão geográfica para Santa Catarina ou São Paulo, mantendo o foco de atuação como prestadora de serviços para terceiros; espera crescimento de dez a quinze por cento no faturamento ao fim de dois mil e vinte e seis, com faturamento equivalente em torno de seis centenas de milhões de reais e receita própria de cerca de cento e vinte e cinco milhões.

A Thá Engenharia, construtora centenária de Curitiba, vive um momento de retomada após passar por recuperação judicial iniciada em 2019. Com um crescimento de 34% no faturamento próprio em 2024, a empresa encerrou o ano com 28 canteiros ativos e faturamento próprio de R$ 110 milhões. O faturamento equivalente, que soma receitas de projetos imobiliários, subiu 48% para R$ 544 milhões.

O CEO Roberto Thá, bisneto dos fundadores, afirma que o grupo assinou 7 novos contratos em 2025, totalizando R$ 563 milhões, avanço de 11% ante 2024. A companhia projeta faturamento contratado para 2026 igual ou superior ao de 2025. As previsões para 2027 devem se aproximar dos níveis de 2024.

Para 2026, a empresa espera iniciar mais obras, elevando o volume de entregas. A meta é fechar o ano com faturamento equivalente em torno de R$ 600 milhões e receita própria de cerca de R$ 125 milhões. O saldo total de contratos em execução supera R$ 1,7 bilhão.

A recuperação judicial, aprovada em 2022, permitiu reorganizar as finanças da Thá. O grupo afirma ter quitado cerca de 94% das dívidas no fim de 2025. A expectativa é encerrar formalmente a recuperação ainda no primeiro semestre de 2026.

Panorama histórico e investimentos

Roberto Thá explica que a empresa nasceu com Maurizio Thá, imigrante italiano, no fim do século XIX. Ao longo de décadas, a construtora executou obras como o Estádio Vila Capanema, o Shopping Mueller e o Curitiba Trade Center. O grupo também atuou em outros estados.

Em 2012, a Equity International, do investidor Sam Zell, assumiu o controle. Planos de unificar empresas e abrir o capital foram abortados pela crise econômica de 2014 e por crises políticas. A Thá voltou a operar como construtora exclusiva, sem incorporação.

A empresa recebeu aporte de investidores para concluir obras em andamento e, posteriormente, voltaram a entrar em vigor planos de recuperação para reequilibrar o endividamento. Hoje, a Thá opera principalmente como prestadora de serviços para terceiros.

Projetos em andamento e metas regionais

Entre os atuais projetos está o edifício OÁS, da GT Building, com 54 pavimentos e 179 metros, previsto para entrega em 2027. Outro destaque é a planta da Neodent, no Brasil, com entrega prevista ainda neste ano e capacidade produtiva de ponta mundial.

O setor imobiliário da região metropolitana de Curitiba impulsiona os resultados, com vendas de apartamentos novos em 2024 somando R$ 7,4 bilhões e cerca de 10,2 mil unidades, segundo a Ademi-PR. A Thá reforça o foco em construção para terceiros.

A empresa mantém planos de expansão geográfica para Santa Catarina ou São Paulo, com estrutura de orçamento, controle de obras e gestão de mão de obra antes de buscar novos contratos. A direção prioriza consistência operacional.

Desafios e estratégias de curto prazo

Para 2026, a Thá cita manteção de ritmo diante de juros altos e cenário político incerto. Dois candidatos a contratos com multinacionais chegaram a ser suspensos. No mercado imobiliário, lançamentos podem frear diante da demanda e de condições econômicas.

A mão de obra é outro desafio. A empresa emprega cerca de 1.600 trabalhadores, com idade média de 41,2 anos. A Thá investe em trainee para engenheiros, qualificação de trabalhadores e BIM para aumentar eficiência e reduzir dependência de contratação externa.

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