- A EBC aprovou em fevereiro um plano de cargos e remuneração avaliado em pouco mais de R$ 30 milhões, bem abaixo dos R$ 100 milhões inicialmente estimados.
- O corte visa caber no orçamento e foi aprovado pela Secretaria de Estatais, após 14 anos de impasse e revisões internas.
- A estatal emprega cerca de quatrocentos jornalistas, segundo o presidente André Basbaum, que aponta o jornalismo profissional como ferramenta da democracia.
- Os contratos mais caros são de apresentadores remunerados em torno de R$ 100 mil mensais via pessoa jurídica, como Datena e Cissa Guimarães, com justificativa de retorno de imagem e alcance digital.
- A EBC está buscando ampliar receitas e reduzir dependência orçamentária, incluindo negociação de linha de crédito com o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).
A EBC, companhia responsável pela TV Brasil, aprovou em fevereiro um plano de cargos e remuneração que saiu por pouco mais de 30 milhões de reais. O valor ficou bem abaixo dos 100 milhões inicialmente estimados. A medida foi validada pela diretoria, após revisão interna.
A the redução do plano foi necessária para caber no orçamento, segundo o presidente da empresa, André Basbaum. A proposta enfrentou impasses por anos e foi reestruturada para atender aos limites fiscais da estatal.
A gestão aponta que a EBC conta com cerca de 400 jornalistas, o que a coloca entre as maiores equipes desse setor no país. O objetivo é manter o jornalismo profissional como ferramenta da democracia, segundo Basbaum.
Orçamento, contratos e estratégias de distribuição
Os contratos mais elevados da TV Brasil envolvem os apresentadores Datena e Cissa Guimarães, com remuneração de cerca de 100 mil reais por mês via pessoa jurídica. A justificativa é o alcance e a repercussão nas plataformas digitais.
A diretoria afirma que o ganho de imagem e a amplificação de conteúdo nas redes justificam esses contratos, que não se limitam à grade tradicional, mas visam impacto em YouTube e Instagram.
O orçamento da EBC é de aproximadamente 1,18 bilhão de reais, com contingenciamentos frequentes. A empresa mantém forte dependência do Orçamento da União, o que restringe investimentos.
Para aumentar a receita, Basbaum fala em explorar fontes externas, incluindo uma linha de crédito com o Novo Banco de Desenvolvimento, ligado aos BRICS. A proposta depende de aval do governo brasileiro e de mudanças regulatórias.
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