- O Conselho Monetário Nacional elevou o limite de recursos do FAT indexados à Taxa Referencial (TR) para financiamento de inovação via BNDES, de 1,5% para 2,5% do saldo, em 2026.
- A medida renova o teto especial que vigorou no ano passado, com foco em apoiar projetos de inovação.
- O CMN afirma que não houve mudança na destinação dos recursos nem nos critérios de elegibilidade das operações.
- A ampliação busca absorver a demanda reprimida de 2025, devido ao curto prazo para contratação e à liberação do crédito adicional apenas no segundo semestre.
- Não haverá impacto fiscal, pois os recursos vêm do FAT, previstos em lei, e destinam-se ao BNDES, ao abono salarial, ao seguro-desemprego e à qualificação profissional.
O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) poderá usar mais recursos para financiar inovação em 2026, via o BNDES. A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta-feira (24). A medida visa ampliar as linhas de crédito para projetos inovadores.
O CMN elevou o limite de recursos do FAT indexados à Taxa Referencial (TR) usados em financiamentos à inovação de 1,5% para 2,5% do saldo do fundo. A mudança renova o teto especial existente, que ficou vigente no ano passado e deixou de valer em janeiro.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida é um ajuste dentro da política vigente, sem alterações na destinação dos recursos ou nos critérios de elegibilidade das operações. A pasta destacou a demanda relevante por linhas de financiamento no ano anterior, com forte participação de micro, pequenas e médias empresas.
Demanda reprimida
Com o novo limite, o governo pretende absorver a demanda reprimida e oferecer maior previsibilidade e continuidade ao financiamento de inovação. A medida também busca estimular o investimento produtivo e a difusão de tecnologia, diante da retração na produção de bens de capital.
A Fazenda ressalta que a decisão não terá impacto fiscal, pois os recursos são do FAT, previstos em lei, sem despesas primárias da União. O FAT, criado pela Constituição de 1988, financia o BNDES, o abono salarial, o seguro-desemprego e programas de qualificação profissional.
O CMN é composto pelo Ministério da Fazenda, com Dario Durigan à frente, pelo Banco Central, representado pelo presidente Gabriel Galípolo, e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet.
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