- A maioria dos inadimplentes do país está relacionada ao rotativo do cartão de crédito, segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
- O BC aponta que há mais de 100 milhões de clientes de cartão de crédito no Brasil.
- O crédito emergencial e o rotativo costumam criar incentivos que nem sempre são os melhores para quem toma crédito e para a política monetária.
- Dados do BC mostram quase 30 milhões de pessoas com crédito consignado, com taxas de 22% no consignado público e 51% no privado; cerca de 49 milhões utilizam crédito não consignado, com taxas superiores a 100%.
- O juro do rotativo incide em atraso na fatura e é o mais caro do mercado; a limitação a 100% gerou efeito esperado, porém limitado.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a maior parte dos inadimplentes do país está associada ao rotativo do cartão de crédito. Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 26, ele explicou preocupações sobre o uso do crédito no Brasil e sobre incentivos que não favorecem tomadores nem a política monetária.
Segundo Galípolo, há um arranjo entre crédito emergencial e rotativo que estimula condições desfavoráveis para quem toma crédito e para a condução da política monetária. Ele destacou que o crédito emergencial costuma funciona como renda disponível, embora seja o mais caro, devendo ser utilizado apenas em situações emergenciais.
Dados do BC indicam que quase 30 milhões de pessoas utilizam crédito consignado, com taxas de 22% no consignado público e 51% no privado. Já os usuários de crédito não consignado somam cerca de 49 milhões, com juros superiores a 100%. O BC também aponta 101 milhões de clientes de cartão de crédito no país, em janeiro.
Contexto do crédito
O diretor do BC ressaltou que o rotativo é o juro mais alto cobrado no mercado quando há atraso na fatura, e que o número de usuários de cartão de crédito cresceu desde a pandemia. A instituição mencionou, ainda, que a limitação dos juros do rotativo a 100% teve efeito esperado, mas modesto.
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