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OCDE reduz previsão de crescimento da eurozona com alta de energia

OECD reduz previsão de crescimento da zona do euro para 0,8% em 2026, com inflação prevista em 2,6% devido à alta de energia impulsionada pelo conflito no Oriente Médio

A BP refinery produces fuel in Gelsenkirchen, Germany, Thursday, March 12, 2026.
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  • A OCDE reduziu a previsão de crescimento da zona do euro para 0,8% em 2026, queda de 0,4 ponto percentual.
  • Alemanha e França tiveram revisões para 0,8% de crescimento cada.
  • A inflação na zona do euro deve chegar a 2,6% em 2026, alta de 0,7 ponto, enquanto o crescimento global fica em 2,9% neste ano.
  • A alta dos preços de energia, causada pelo conflito no Oriente Médio, pode elevar custos e reduzir a demanda, pesando sobre o crescimento.
  • A OCDE recomenda políticas para melhorar eficiência energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, além de acordos comerciais para maior previsibilidade.

O OECD reduziu a previsão de crescimento da eurozona e elevou a projeção de inflação para 2026, diante do choque dos preços de energia provocado pela guerra no Oriente Médio. A instituição informou que a expansão da região foi ajustada para 0,8% e que Alemanha e França ficam em 0,8% cada.

O organismo aponta que o aumento dos custos e a demanda mais fraca, decorrentes do conflito, compensam impulso derivado de investimentos em tecnologia, menor tarifa efetiva e robustez de 2025. A inflação da zona do euro passou a ser estimada em 2,6%.

Como referência, o crescimento global segue em 2,9% neste ano, segundo o OECD. A previsão leva em conta a volatilidade energética e a incerteza associada ao desfecho do conflito. A entidade ressalva que os impactos podem se intensificar caso a situação se prolongue.

Impactos para políticas e mercados

O relatório sugere que a inflação mais alta pode levar o Banco Central Europeu a intensificar a postura monetária já no próximo mês, se a meta de 2% estiver em risco. Operadores têm precificado uma alta de juros no curto prazo.

A chefe do BCE, Christine Lagarde, afirmou que a zona do euro está mais bem posicionada para absorver o choque do que em 2022, quando houve forte volatilidade. Ainda assim, o OECD destaca vulnerabilidades diante de choques energéticos.

O estudo projeta que a recuperação global poderia ter sido 0,3 ponto percentual mais forte sem o agravamento do conflito, e que pressões no setor de fertilizantes podem afetar a produção agrícola em 2027.

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