- Argentina permitirá que empresas locais misturem voluntariamente até 15% de etanol à gasolina, para reduzir o impacto dos preços do petróleo sobre os combustíveis.
- A medida busca dar maior flexibilidade ao setor e amortecer aumentos potenciais nos preços na bomba, protegendo os consumidores.
- Os preços da gasolina subiram mais de 18% em março e já acumulam alta superior a 60% em relação ao ano anterior.
- A Secretaria de Energia elevou o teor máximo de oxigênio permitido no combustível para 5,6%, permitindo usar mais etanol e menos gasolina nas misturas.
- A medida não impõe novas exigências às refinarias nem altera a mistura obrigatória de bioetanol; o regime de biodiesel, com mistura de até 20%, permanece inalterado.
A Argentina decidiu permitir que empresas locais misturem voluntariamente até 15% de etanol na gasolina. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (27). O objetivo é reduzir o impacto dos preços do petróleo sobre os combustíveis e proteger os consumidores.
A Secretaria de Energia informou que a flexibilização busca amortecer aumentos futuros no preço na bomba. Em março, a gasolina subiu de 18%, com alta acumulada de mais de 60% no último ano, segundo analistas.
A pasta também elevou o teor máximo de oxigênio permitido no combustível para 5,6%, dando mais espaço às refinarias para usar etanol e reduzir o consumo de gasolina. A medida não impõe novas exigências às refinarias.
Segundo o governo, a resolução não altera a mistura obrigatória de bioetanol nem o regime do biodiesel, que permite até 20% de misturas. Não houve mudanças adicionais no marco regulatório vigente.
Contexto local e internacional apontam que a tensão geopolítica afeta os preços do petróleo, influenciando o custo dos combustíveis na Argentina. A decisão visa manter a oferta estável e colaborar com o bolso do consumidor.
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