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Argentina autoriza mistura de 15% de etanol após choque no petróleo

Argentina permite misturar voluntariamente até 15% de etanol na gasolina para atenuar o impacto dos preços do petróleo; biodiesel segue com até 20% de mistura

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  • A Argentina permitirá que empresas locais misturem voluntariamente até 15% de etanol na gasolina, para reduzir o impacto do preço do petróleo nos combustíveis.
  • A medida foi anunciada pelo governo na sexta-feira, 27, como forma de flexibilizar as refinarias.
  • A expectativa é que, ao usar mais etanol, as refinarias reduzam a participação de combustível fóssil na mistura final.
  • Não há mudanças no regime do biodiesel: a especificação técnica permite misturas de até 20% do combustível.
  • A medida busca manter preços sob controle sem alterar outras normas relacionadas aos combustíveis.

O governo da Argentina anunciou nesta sexta-feira, 27, que permitirá que as empresas locais misturem voluntariamente até 15% de etanol na gasolina, dentro dos padrões de qualidade estabelecidos. A medida busca reduzir o impacto dos preços elevados do petróleo nos custos dos combustíveis.

Segundo a Secretaria de Energia, a flexibilização dá às refinarias mais margem para definir a composição dos combustíveis. Se optarem por aumentar a participação de etanol, poderão reduzir proporcionalmente o peso do componente fóssil na mistura final.

A resolução não altera o regime do biodiesel. A especificação atual já permite misturas de até 20% desse biocombustível, explicou o governo. A medida concentra-se, portanto, no uso do etanol na gasolina.

Quem participa da mudança são as empresas de petróleo e refino do país, sob supervisão das autoridades regulatórias. A iniciativa pretende mitigar pressões de custo relacionadas ao petróleo importado e à volatilidade dos preços no curto prazo.

A decisão foi tomada em um contexto de choque de petróleo que impacta o custo de combustível para consumidores e indústrias. A medida entra em vigor conforme a implementação regulatória, com monitoramento de qualidade seguindo as normas vigentes.

A pasta de Energia destacou ainda que a adoção voluntária do etanol não representa obrigatoriedade. A política visa ampliar alternativas de composição para as refinarias, mantendo o foco na segurança de abastecimento.

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