- Especialista diz que o Brasil depende de importação de diesel e gasolina por refinarias não atenderem ao consumo e por incompatibilidade entre o petróleo do pré-sal e o tipo de óleo processado nas refinarias.
- O problema de abastecimento expõe o país às oscilações de preços no mercado internacional e alimenta debates sobre políticas de preços.
- A Petrobras, com maioria estatal, tem participação de acionistas minoritários, o que complica a adoção de políticas de preços abaixo da paridade internacional.
- Como solução, é proposta uma política focalizada de subsídio direto aos caminhoneiros, com custo compensado pelo orçamento público e pelos dividendos da Petrobras.
- O mecanismo seria ajustável conforme o preço internacional do diesel, buscando atender quem realmente precisa sem impactar as contas públicas.
O Brasil depende de importação de derivados de petróleo mesmo sendo grande produtor da matéria-prima. Em entrevista ao programa Hot Market da CNN Brasil, o presidente do conselho administrativo da eB, Capital, explicou que o consumo brasileiro é de derivados como gasolina, diesel e GLP, o que exige compras no exterior. O relato ocorre em meio a debates sobre políticas de preços.
A explicação envolve mais que a simples capacidade de refino. Há uma incompatibilidade entre as refinarias brasileiras e o petróleo produzido no país. O petróleo do pré-sal é mais leve do que o óleo para o qual as refinarias foram originalmente projetadas, o que reduz a eficiência de processamento e aumenta a necessidade de importação de derivados.
Além disso, o tema envolve a Petrobras e as limitações para políticas de preços. Segundo o especialista, a empresa é uma sociedade de economia mista, com governo controlador em parte do capital, mas não na totalidade, o que dificulta ações que visem reduzir preços sem afetar outros acionistas.
Proposta de subsídio direto para caminhoneiros
Como alternativa, o especialista defende um subsídio direcionado aos caminhoneiros. A ideia é estabelecer uma política focal, com compensação ajustável conforme o preço internacional do diesel. O mecanismo incluiria uso de dividendos da Petrobras para financiar o apoio, sem impactar as contas públicas de forma permanente, ajustando o valor conforme a oscilação do preço.
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