- Conjunto grande de estados sinalizou concordância com medidas para conter a alta do diesel no país, segundo Rogério Ceron.
- Demais unidades da federação devem se posicionar até segunda-feira, 30 de setembro.
- Governo propôs subvenção de 1,20 real por litro de diesel na importação, com 0,60 real vindo da União e 0,60 real dos estados.
- Nesta sexta, Secretaria da Fazenda e o Comsefaz realizaram reunião em São Paulo para alinhamento técnico.
- Não houve estados que disseram não às medidas; alguns ainda precisam de tempo para deliberar.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou nesta sexta-feira (27) que um conjunto grande de estados sinalizou concordância com as medidas para conter a alta do diesel no país. O objetivo é reduzir custos diante da crise provocada pela Guerra no Oriente Médio.
Desde 28 de fevereiro, quando o conflito iniciou, o preço médio do diesel subiu mais de 20% segundo a ANP, com registros de até R$ 9,99 por litro em algumas regiões.
Subvenção e impactos
O governo federal já ofereceu subvenções e abatimentos de impostos, e pediu que estados promovam reduções adicionais. Houve resistência inicial dos governadores quanto ao ICMS da importação do diesel.
Foi apresentada a desenho de subsídio de R$ 1,20 por litro na importação, dividido em R$ 0,60 pela União e R$ 0,60 pelos cofres estaduais. A proposta visa compensar parte do custo para produtores e consumidores.
Reunião em São Paulo
Nesta sexta, representantes do Ministério da Fazenda reuniram-se com o Comsefaz, em São Paulo, para alinhamento técnico. Ceron disse que o encontro foi produtivo e permitiu expor projeções e receios acerca da guerra e seus impactos.
Questionado sobre o número de estados que aceitaram as medidas, Ceron não especificou. Afirmou apenas que nenhum estado disse não, e que alguns ainda precisam de tempo para deliberar. A previsão é que novas informações sejam definidas até segunda-feira.
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