- O litro do diesel subiu pelo menos R$ 1 em treze estados desde o início da guerra no Oriente Médio, incluindo Bahia, Goiás, Tocantins, Sergipe, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Piauí e Rio Grande do Sul.
- A Bahia foi o estado com maior alta: R$ 1,85, indo de R$ 6,01 para R$ 7,84, entre 22 de fevereiro e 21 de março, uma alta de 30,9%.
- Maranhão, São Paulo e Paraná aparecem entre os maiores variações; juntos responderam por setenta por cento das importações de diesel em 2025.
- O governo federal propõe uma subvenção de R$ 1,20 por litro, rateada igualmente entre União e estados, com impacto estimado de R$ 1,5 bilhão para cada parte em dois meses.
- A adesão à subvenção depende de estados governados pela oposição, como São Paulo e Paraná, com prazo para definição até esta sexta-feira, 27 de março de 2026.
O preço do litro do diesel convencional subiu pelo menos R$ 1 em 13 estados desde o início da guerra no Oriente Médio. Bahia, Goiás, Tocantins, Sergipe, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Piauí e Rio Grande do Sul estão no grupo. A alta é atrelada ao cenário bélico e ao preço do petróleo.
A Bahia registrou a maior elevação: o litro saiu de R$ 6,01 para R$ 7,84 entre 22 de fevereiro e 21 de março, um incremento de 30,9%, conforme dados da ANP. Goiás e Tocantins também tiveram altas próximas de 30%.
Maranhão, São Paulo e Paraná aparecem na lista como os maiores importadores de diesel. Juntos, responderam por 70% das importações do combustível em 2025, ampliando o peso dessas variações regionais.
No Norte, as variações foram mais moderadas, com exceção de Tocantins e Pará. O Amapá teve alta residual de apenas R$ 0,06 (0,9%). A diferença entre estados reflete fluxos de importação e logística regional.
O governo federal busca mitigar o impacto por meio de uma proposta de subvenção ao diesel, em meio ao preço do barril Brent, que atingiu US$ 100,9 na quinta-feira, 25 de março de 2026. A cotação segue pressionada pelo conflito regional.
Subvenção proposta
O Ministério da Fazenda propõe subsídio de R$ 1,20 por litro, dividido 50% entre União e estados. O efeito estimado é de R$ 1,5 bilhão para cada parte, ao longo de dois meses. A adesão depende da coordenação entre as esferas.
A adesão é voluntária para as UFs, com necessidade de alinhamento entre governo federal e estaduais. Estados governados pela oposição, como São Paulo e Paraná, são cruciais para a eficácia do plano.
A oposição alega que, para reduzir o preço, é essencial a participação de grandes importadores. Em 2025, São Paulo e Paraná responderam por 42% das importações de diesel, o que sustenta a importância de seu envolvimento.
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