- Massimo Andolina, presidente da Europa na Philip Morris International, defende mudança de mindset e reformas de governança para manter a competitividade europeia, citando o relatório EU Economic Footprint.
- Discute equilíbrio entre supervisão necessária e estímulo ao crescimento, defendendo reformas como a legislação-ônibus para simplificar regras, desde que foquem em prioridades estratégicas.
- Segundo o relatório, entre 2019 e 2023 a PMI gerou quase € 290 bilhões para a economia da União Europeia; em 2023, cerca de € 65,8 bilhões, com mais de 21.400 empregos diretos em 2023 e impacto total superior a 1 milhão de empregos.
- Inovação é motor da competitividade, com ênfase em descarbonização, digitalização e IA; experiência da PMI envolve investimentos em capital cognitivo, P&D e formação da força de trabalho.
- Investimento em pessoas e liderança é essencial ante envelhecimento da força de trabalho; empresas maiores podem e devem investir em upskilling e reskilling para manter produtividade acima da média da UE.
Massimo Andolina, presidente da região Europa da Philip Morris International (PMI), afirma que a Europa precisa mudar de mentalidade e agir com coragem para manter a competitividade. Em conversa sobre o primeiro EU Economic Footprint, ele destaca reformas de governança e investimentos em pessoas como caminho para o crescimento sustentável.
O executivo diz que o desafio europeu envolve mais do que políticas: é questão de objetivo claro e urgência para traduzir metas em ações. Ele aponta que estruturas de governança atuais foram desenhadas para épocas passadas e não acompanham ritmo de tecnologia, inovação e mudanças demográficas.
Governança, regulação e ambiente de negócios
Andolina defende que instituições da UE devem equilibrar supervisão com estímulo ao crescimento. Regulações excessivas podem frear inovação e investimentos, segundo ele, que cita necessidade de reavaliação de prioridades regulatórias para facilitar negócios liderados pelo setor privado.
Os dados do EU Economic Footprint, elaborado pela EY-Parthenon, mostram investimento significativo da PMI na região: mais de 43 bilhões de euros em cinco anos, com quase 20 bilhões destinados a 45 mil fornecedores europeus. A meta é fortalecer governança para sustentar crescimento.
Impacto econômico e empregos
Entre 2019 e 2023, as operações da PMI contribuíram com cerca de 290 bilhões de euros para a economia da União Europeia, considerando produção, impostos, exportações, empregos e compras. Em 2023, a contribuição chegou a 65,8 bilhões de euros.
O footprint aponta que a PMI empregou diretamente mais de 21 mil pessoas na UE em 2023. Quando se somam efeitos indiretos na cadeia de suprimentos e no comércio local, o total de empregos apoiados supera 1 milhão.
Inovação como motor competitivo
Andolina enfatiza que inovação continua central para a competitividade europeia, citando decarbonização, digitalização e IA como protagonistas. O relatório cita investimentos contínuos em capital cognitivo, pesquisa, desenvolvimento e treinamento da força de trabalho na UE.
Ele descreve a transformação interna da PMI como reflexo de metas ambiciosas de neutralidade de carbono, que levaram a revisões de processos e adoção de novas tecnologias para elevar desempenho e eficiência.
Investimento em pessoas e liderança
A demografia europeia, com envelhecimento da força de trabalho, é destacada como desafio estrutural. Andolina sustenta que upskilling e reskilling são essenciais para manter a relevância dos trabalhadores, com impactos positivos nas cadeias de suprimento e em negócios parceiros.
Segundo o executivo, os investimentos da PMI em treinamento superior a dezenas de milhões de euros anuais já contribuem para produtividade acima da média da UE, demonstrando retorno humano e econômico.
Perspectivas para o futuro
A trajetória competitiva da Europa depende de alinhamento entre intenção política e ação decisiva. Andolina defende reformas com foco estratégico, capaz de atrair investimentos e manter valores estruturais, com maior agilidade regulatória.
O empresário aponta que a mudança institucional, aliada a uma liderança mais ágil, pode transformar o papel do setor privado no crescimento europeu, desde que haja cooperação e governança adaptável.
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