- A Caoa ampliou a fábrica de Anápolis (GO) para cerca de 208 mil m², elevando o investimento total para aproximadamente R$ 8 bilhões, incluindo a linha da Changan.
- A estrutura passa a produzir veículos da marca chinesa no mesmo complexo, consolidando a parceria entre Caoa Chery e Caoa Changan em operação multimarca.
- A capacidade de produção subiu de 80 mil para 160 mil unidades por ano, com três turnos, e o quadro de funcionários saltou de 2.040 em 2023 para 7.612.
- A unidade ganhou robôs (209) e 355 tarefas automatizadas, além de solda a laser e integração maior com fornecedores locais, modernizando as linhas de montagem.
- O modelo inicial da nova fase é o Uni-T, SUV médio com motor 1,5 turbo flex; há planos para versões HEV e PHEV; a Changan passa a produzir localmente, após parceria anunciada em 2025, e a fábrica deixou de fabricar Hyundai em 2025.
A Caoa amplia a fábrica de Anápolis (GO) para acomodar a linha Changan, elevando o investimento total para cerca de R$ 8 bilhões. A área construída passa a 208 mil m², com adaptação para produzir veículos da marca chinesa, incluindo modelos eletrificados. A mudança consolida a operação multimarcas no mesmo complexo industrial.
O incremento faz parte de um plano iniciado em 2023, que recebeu um aporte adicional de R$ 5 bilhões. A planta passou de 117,2 mil m² para 208,4 mil m², ampliando a capacidade de produção e o quadro de empregados. Em 2023, havia 2.040 funcionários; hoje são 7.612, um crescimento de 273%.
A Caoa passará a operar com duas marcas no mesmo polo industrial: Caoa Chery e Caoa Changan. A montagem de veículos da Changan já está em andamento, com o Uni-T como primeiro modelo da fase, equipado com motor 1.5 turbo flex. A linha também prevê versões híbridas.
Expansão tecnológica e capacidade produtiva
A fábrica passou a contar com 209 robôs, realizando 355 tarefas automatizadas, e com sistema de solda a laser, único do país. A capacidade anual foi dobrada, de 80.000 para 160.000 veículos, com operação em três turnos. A modernização contempla linhas de montagem preparadas para veículos eletrificados.
A unidade passou a operar como plataforma multimarca, com integração maior entre fornecedores locais. O projeto envolve modernização de processos, maior conectividade entre setores e maior flexibilidade para modelos futuros da Caoa Chery e Caoa Changan.
Do acordo à produção local
A parceria com a Changan, anunciada no Salão do Automóvel de 2025, marcou o retorno da marca ao Brasil com fabricação local. A expansão ocorre após a Caoa deixar de produzir Hyundai na unidade em 2025, abrindo espaço para as novas linhas chinesas.
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