- O conflito no Oriente Médio bloqueia vias marítimas, eleva o preço do petróleo e aumenta o custo da gasolina nos EUA.
- Economistas alertam para maior inflação e incerteza no mercado de trabalho; se o Estreito de Hormuz ficar fechado e o petróleo ficar acima de US$ 100 até abril, o cenário pode piorar.
- O mercado de trabalho dos EUA mostra sinais de frustração: foram 116 mil empregos criados em 2025, contra cerca de 121 mil por mês em 2024.
- Consumidores enfrentam custos mais altos de energia, com gasolina média a US$ 3,98 por galão; a OCDE projeta inflação dos EUA em torno de 4,2% neste ano.
- Atração de vagas deve permanecer fraca, com ganhos previstos em torno de 20 mil empregos por mês no 1º semestre e taxa de desemprego em about 4,7% no fim do ano, dependendo da evolução da crise.
O conflito no Oriente Médio continua a repercutir nos Estados Unidos, elevando a incerteza sobre o mercado de trabalho. Mesmo com sinais de estabilização recente, a preocupação com inflação e custos de energia aponta para um cenário mais conturbado para empregadores e trabalhadores.
Já se passaram quatro semanas desde os ataques entre EUA, Israel e Irã. As interrupções na principal rota marítima e a escalada militar contribuíram para alta nos preços do petróleo, o que pressiona a cadeia de suprimentos e o custo da gasolina.
Custo de energia encarece hábitos de consumo
O petróleo acumula elevação acentuada desde o início do conflito, com impactos observados nos preços da gasolina. Dados da AAA indicam que a média nacional de custos com combustível subiu para quase US$ 4 por galão após o início da guerra.
Mercado de trabalho continua estável, mas sem impulso
Os EUA registraram ganhos de emprego fracos em 2025, com 116 mil novas posições no ano. Em comparação, 2024 teve ganhos médios de 121 mil empregos mensais. A taxa de desemprego estava em 4,4% e tende a subir para 4,7% até o fim do ano, segundo projeções de economistas.
Incerteza geopolítica e inflação ganham importância
Analistas destacam que o ambiente de incerteza pode adiar contratações, sem impedir o ritmo de crescimento. Estudo de economistas sugere que o efeito líquido depende da clareza sobre custos de crédito, tarifas e políticas federais. A OCDE projeta inflação americana em 4,2% neste ano.
Consumo e perspectiva de curto prazo
O gasto dos consumidores, responsável por grande parte da atividade econômica, pode ser pressionado por energia mais cara e por custos de bens. A elevação de preços tende a reduzir o poder de compra, potencialmente afetando empregos caso a demanda recue.
Tendências e dados a observar
Relatórios sobre rotatividade, contratações do setor privado e demissões, além do relatório mensal de empregos, devem ser divulgados ainda nesta semana. Economistas ressaltam que, por ora, não há sinal claro de melhoria ou piora abrupta no mercado de trabalho dos EUA.
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