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Aena leva o Galeão após disputa financeira até o último centavo

Aena vence leilão do Galeão com ágio de 210,8% e R$ 2,9 bilhões à vista, tornando-se a única controladora do aeroporto

Vista aérea do Aeroporto Galeão
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  • Aena venceu o leilão do aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, com lance final de R$ 2,9 bilhões, ágio de 210,8% sobre o preço mínimo.
  • Vinci Compass e Changi desistiram; Zurich Airport ficou na disputa até o fim, fechando em R$ 2,8 bilhões, um centavo abaixo da oferta vencedora.
  • Aena passa a ser a única controladora do Galeão; Infraero deixa de ter participação acionária, e a empresa pagará 20% do faturamento anual bruto da concessão até 2039.
  • Aena já opera Congonhas e outros terminais no Brasil e, com o Galeão, passa a gerir 62 milhões de passageiros segundo o diretor da companhia.
  • O leilão ocorreu após repactuação do contrato; ANAC e governo preveem novas concessões, incluindo Brasília ainda neste ano, com o ministro Silvio Costa Filho deixando o cargo.

Aena venceu a concessão do Galeão: o leilão ocorreu na tarde desta segunda-feira, em disputa acirrada. O grupo espanhol ofereceu 2,9 bilhões de reais pelo ativo, superando a Vinci Compass, a Changi e a Zurich Airport. O Galeão passa a ter a Aena como controladora única.

O leilão, realizado pela Anac com participação da Infraero, teve mais de 20 rodadas. Vinci e Changi foram as favoritas iniciais por já operarem o terminal, mas apresentaram menor ágio ao longo do certame. A disputa final ficou entre Aena e Zurich.

Nos lances, a Aena mostrou agressividade, enquanto a Zurich manteve uma estratégia de ofertas próximas, com variações mínimas. A proposta final da Aena foi de 2,9 bilhões, contra 2,8 bilhões da Zurich, cada uma com um ajuste de apenas um centavo.

Condições da concessão e participação

Além do valor à vista, a Aena ficará responsável por 20% do faturamento bruto anual da concessão até 2039. A Infraero deixará de ter participação acionária, tornando a Aena a única controladora do Galeão.

O diretor-geral da Aena Internacional, Emilio Rotondo, destacou a estratégia no Brasil e a gestão prevista para os próximos anos. O leilão superou as expectativas segundo o presidente da Anac, Tiago Faierstein, que comentou a conclusão do certame.

Outros desdobramentos e perspectivas

A Anac sinalizou novos leilões para Brasília e discussões para relicitar Viracopos, em Campinas. O ministro Silvio Costa Filho, à frente da pasta, projetou licitações de aeroportos regionais no segundo semestre e deixou o cargo para disputar as eleições.

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