- O governo central registrou deficit primário de R$ 30,1 bilhões em fevereiro, queda de 8,4% ante o mesmo mês de 2025.
- No acumulado de doze meses, o deficit é de R$ 60,4 bilhões, com alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025.
- No 1º bimestre, houve superavit primário de R$ 57,5 bilhões, o segundo maior da série histórica iniciada em 1997.
- A meta fiscal para este ano é de superavit de R$ 34,3 bilhões; para 2026 a estimativa é de R$ 3,5 bilhões, ou 0% do PIB.
- Em fevereiro, a receita líquida ficou em R$ 157,7 bilhões (+5,6%), e as despesas totalizaram R$ 187,8 bilhões (+3,1%), com gastos como Previdência e pessoal pressionando o resultado.
O governo central registrou deficit primário de 30,1 bilhões de reais em fevereiro, segundo o Tesouro Nacional. O resultado ficou 8,4% abaixo do déficit de fevereiro de 2025, de 32,8 bilhões. O informe foi divulgado na segunda-feira, 30 de março de 2026.
No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, o saldo primário foi positivo em 57,5 bilhões de reais, o segundo maior da série histórica iniciada em 1997. O marco ainda fica atrás do superavit de 68,9 bilhões registrado em 2022.
Em doze meses, o déficit somou 60,4 bilhões de reais, ajustados pela inflação. O rombo representa 0,45% do PIB. A meta fiscal para este ano é de superavit de 34,3 bilhões, mas a estimativa atual aponta 3,5 bilhões, ou quase 0% do PIB.
- CONTAS PÚBLICAS
O Tesouro Nacional teve deficit de 7,6 bilhões em fevereiro, com alta de 15,4% ante o mesmo mês de 2025. A Previdência Social apontou déficit de 22,4 bilhões, queda de 5,9%. O Banco Central registrou pequeno deficit de 0,013 bilhão.
A receita líquida total ficou em 157,7 bilhões de reais, aumento de 5,6% frente a fevereiro de 2025. Despesa total somou 187,8 bilhões, ajustes de 3,1% na comparação anual.
A Receita Federal mostrou alta de 4,1% na receita administrada em fevereiro, indo de 133,1 bilhões para 138,6 bilhões. Parte relevante desse crescimento (cerca de 42%) decorre do IOF, conforme dados do Tesouro.
O governo também informou elevação de gastos com previdência, de 80,0 bilhões para 81,8 bilhões, e de pessoal e encargos, de 30,6 bilhões para 32,8 bilhões. Esses itens pressionaram o resultado mensal.
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