- Em fevereiro, os juros do crédito consignado privado chegaram a 59,4% ao ano, maior patamar desde o início da série histórica, em 2011.
- Em doze meses, houve alta de 18,5 p.p., corresponding a um aumento de 45,4%.
- O movimento ocorre em meio à inflação elevada e à alta da taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, elevando o custo do crédito.
- A inadimplência do crédito consignado privado ficou em 3,2% em fevereiro, o maior nível desde 2018.
- Especialistas alertam para impactos na economia e no consumo; aguardam continuidade do reajuste das taxas até o controle mais efetivo da inflação.
O juro médio do crédito consignado privado chegou a 59,4% ao ano em fevereiro, o maior desde o início da série histórica, em 2011. Em 12 meses, a alta foi de 18,5 p.p., ou 45,4%. Dados são do Banco Central.
A escalada ocorre em ambiente de inflação alta e selic em 13,75% ao ano. O BC aponta que o custo do crédito reflete a tendência de altas taxas no mercado financeiro, que impactam as instituições e os clientes.
A taxa média de juros do crédito consignado privado ficou em 59,4% em fevereiro, ante 40,9% em fevereiro de 2025. O avanço é ligado ao aumento da taxa de juros de referência e do custo de funding das instituições.
A inflação oficial, medida pelo IPCA, acumula 6,2% nos 12 meses até fevereiro, puxada por alimentos, energia e transporte. O BC elevou a taxa básica para conter a alta de preços.
Inadimplência e impactos
A inadimplência do crédito consignado privado atingiu 3,2% em fevereiro, o maior nível desde 2018. Especialistas apontam pressão maior sobre famílias e menor disponibilidade de crédito no curto prazo.
Especialistas indicam que custos maiores do crédito reduzem o poder de compra e podem aumentar a inadimplência. Empresas podem congelar investimentos diante dos juros elevados.
O BC projeta continuidade do movimento de altas nos juros do consignado nos meses seguintes, alinhado à trajetória das taxas de mercado. Consumidores devem acompanhar condições de crédito com atenção.
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