Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Produção em Vaca Muerta pode dobrar nos próximos 5 a 7 anos, aponta BofA

Bank of America aponta que produção em Vaca Muerta pode dobrar em cinco a sete anos, elevando a Argentina a polo relevante de energia no cenário global

É quase consenso no mercado que o potencial de crescimento de Vaca Muerta não apenas é significativo, como também cada vez mais concreto
0:00
Carregando...
0:00
  • O Bank of America aponta que a produção de Vaca Muerta pode dobrar em cinco a sete anos, colocando a Argentina mais firmemente no mapa global de commodities.
  • A aposta se sustenta na qualidade geológica dos recursos não convencionais, num ecossistema técnico em evolução e em ganhos de eficiência, além de incentivos de investimentos (RIGI).
  • O interesse internacional cresce na Bacia de Neuquén, com projetos colaborativos entre empresas e avanços em infraestrutura e na exportação de gás natural liquefeito (GNL).
  • Entre os obstáculos, o custo de desenvolvimento ainda fica entre trinta e quarenta por cento acima do observado nos Estados Unidos, e é preciso macroeconomia estável e regulação previsível para manter investimentos.
  • Se fatores internos e a demanda global convergirem, Vaca Muerta pode se tornar um motor energético mundial na próxima década, com maior previsibilidade de receitas via contratos de longo prazo.

Vaca Muerta, na Bacia de Neuquén, Patagônia argentina, volta a figurar no centro do debate energético global. Um relatório do Bank of America aponta possibilidade de duplicar a produção em cinco a sete anos, alavancando o papel da Argentina no cenário de commodities.

O estudo sustenta que a combinação de geologia favorable, um ecossistema técnico em evolução e ganhos de eficiência opera como atrativos para grandes players. Além disso, a integração de novos projetos ao regime de incentivos a grandes investimentos (RIGI) pode acelerar a atividade upstream.

A análise ressalta obstáculos relevantes. O custo de desenvolvimento é 30% a 40% maior do que em Estados Unidos, o que impacta a competitividade. Economias de escala devem ajudar a reduzir esse desnível com o tempo.

A engenharia de operações também é mencionada como fator-chave. O aumento de escala tende a melhorar margens, reduzir custos e favorecer processos de perfuração e completação mais eficientes. O compartilhamento de informações entre empresas acelera aprendizados.

Outro eixo do relatório é o potencial do gás natural liquefeito, o GNL argentino. A viabilidade depende de custos, financiamento e evolução dos preços internacionais, elementos ainda sob avaliação por investidores.

O contexto geopolítico global, com tensões nos mercados de energia, é visto como potencial aliado para o projeto. A diversificação de fontes e a segurança energética devem manter o interesse por Vaca Muerta, desde que haja contratos de longo prazo e previsibilidade de receitas.

A conclusão do relatório é que Vaca Muerta pode se tornar um motor energético global na próxima década. Atingir esse patamar dependerá de estabilidade macroeconômica, regras claras e capacidade de integração com a demanda mundial.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais